Opinião – “Enganarei-me?”

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Isabel Maranha Cardoso

Isabel Maranha Cardoso

A Figueira da Foz é uma cidade de vocação turística.

Os seus recursos naturais, com o adquirir de hábitos estivais dos finais do século XIX e inicio do XX – os banhos – fizeram da sua Praia uma das mais cobiçadas de Portugal. Ramalho Ortigão no seu livro “As Praias de Portugal” ( 1876 ) descreve-a com a dignidade de uma verdadeira Rainha.

Naturalmente que a par desta actividade coabitam outras igualmente importantes e relevantes na economia da cidade, mas estas não são a “marca identitária visual” da Figueira. Indelevelmente a Praia é a sua marca, o ex-líbris da cidade, a sua jóia da coroa!

A proximidade da época balnear afigura-se preocupante, afinal há obras no areal! A falsa renaturalização, degradada e remexida, não parece antever o fim das obras em tempo de receber os banhistas.

Muito tenho clamado sobre a forma como tem sido tratado o areal da Praia. Decidi não me pronunciar se algo fosse feito em prol da valorização da Praia! Gostasse ou não, o importante era requalificar! Há porém um facto que me obriga a escrever, é um velho problema, o planeamento no lançamento e na execução das obras, o resvalar no tempo…

Em tempos idos do charme dos bailes do Casino Peninsular circulava um bilhetinho para uma menina “deseja dançar comigo ou enganarei-me?” tendo esta respondido “enganarou-se!”.

Pergunto aos responsáveis públicos, “enganarei-me”?

 

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