Opinião – Da Eutanásia (agonia) de Coimbra à Ressurreição

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Norberto Canha

Norberto Canha

Espero que três factos, ainda vivos na nossa memória, sejam determinantes para terminar a eutanásia ou agonia de Coimbra:

– A descida de divisão da Associação Académica
– O encerramento da Santix e, os 169 operários que se apresentaram no Centro de Emprego ou Segurança Social, sem dar espectáculo, com correção e civismo.
– O Cortejo da Queima das Fitas em que os carros amarelos – de Medicina – ostentavam dizer em que é posta em causa o funcionamento dos hospitais e por consequência, o ensino.

Que estes três factos, sejam suficientes para despertar o brio, de todos nós para que, outra vez, a partir desse instante comece o ressurgimento ou ressurreição de Coimbra.

Que o exemplo de Coimbra seja a luz que ilumine o resto do país para que renasce em nós a crença e orgulho de ser português e não os subservientes em que os políticos nos transformaram.

De que forma?
– Exigir que a partir de Lisboa para o Norte, seja assinalada nas auto-estradas a distância a Coimbra e ao Porto.
– Que a partir de Bragança e nas outras estradas, seja mencionada a distância ao Porto, Coimbra e Lisboa.

Até à pouco tempo ainda se assinalava na Serra de Bornes a distância a Coimbra e, hoje, na ascendente só a distância a Coimbra, em Leiria.

Isto poderá parecer de somenos importância, mas é determinante para o Turismo.
– Exigir que as direções regionais de Turismo e de Agricultura voltem a Coimbra; Coimbra é o Centro de Portugal!!
– Reabilitação urbana, terminando com o aspecto degradante que têm as habitações, quase todas necessitando ser pintadas, algumas com tijolos nas janelas (tal a degradação). Menciono apenas:
– Marginalizando o Mondego da Estação Velha a Estação Nova, Avenida Sá da Bandeira, Rua António José de Almeida e, embora com menor grau, a Avenida Dias da Silva.

Como é que a Câmara, que até não dá o exemplo, ou o Governo, pode exigir a recuperação se os titulares não têm meios para os fazer. Fazer sacrifícios? Como? Se o Estado cobra de imposto sucessório 38 por cento, isto é ao fim de três gerações fica-se sem nada: Os herdeiros de quem criou e sacrifícios fez para o fazer.

Que estímulos?…

A recuperação dos imóveis é possível mas isenta de qualquer tipo de impostos e possibilitando o recurso a empréstimo a um juro de um por cento; este para funcionamento bancário e é mais do que leva o BCE.

– Criação da Área Metropolitana de Coimbra como num livro de publiquei, defendi. Não a regiões autónomas que só criam mais consumidores e nada produzem, como no momento actual em que os recursos do país são consumidos por Lisboa que nada produz, só consome.

É esta a razão porque os senhores políticos não pensam na produção só nos impostos, por isso digo que os governantes após o 25 de Abril se transformaram em impostores e imposteiros, não cumprem o que prometem.

São eles os responsáveis pela agonia do país.

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