Opinião – A Voz Portucalense

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Daniel Santos

Daniel Santos

Penafiel vai homenagear, durante o mês de maio, D. António Ferreira Gomes, assinalando o seu 110.º aniversário de nascimento, mentor da publicação do semanário “A Voz Portucalense”, que, nos tempos da ditadura, foi um arauto do combate ousado da liberdade e democracia.

Tema sob o qual decorreu na passada segunda-feira uma conferência com a participação de Ramalho Eanes. Recordo que o jornal era vendido à socapa na livraria Carvalheiro.

Não porque relevasse o caráter religioso do semanário, o facto é que, incapaz de ter acesso a outra informação e opinião, me mantive fiel à sua leitura durante o período de serviço militar passado em África.

Esta recordação remete para outros periódicos que, aqui na Figueira, foram publicados antes e depois da queda do Estado Novo. Desde logo “A Voz da Justiça”, paladino de que José Silva Ribeiro tutelou durante anos com várias interrupções impostas pela censura, mas também, que me recorde, o “Mar Alto” e a “Barca Nova”, veículos de informação partidária e ideológica (mas não só), hoje desaparecidos. Mais recentemente, “A Linha do Oeste”, com outro estilo, sistematicamente crítico e que também não resistiu.

De tal forma mudou o estilo que, se pretenderemos alcançar opinião local estamos reduzidos a dois ou três blogues com qualidade e alguns artigos ou crónicas que, intencionalmente ou não, relevam muito pouco na consideração do poder autárquico.

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