Oferta pública em Coimbra com capacidade para alunos do privado, dizem escolas

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Pais, conselhos gerais e diretores de escolas e agrupamentos de Coimbra defenderam que a rede pública tem condições para assegurar resposta a todos os alunos que frequentam o ensino privado com contrato de associação no concelho.

As escolas públicas em Coimbra encontram-se “subaproveitadas e estão em condições de assegurar resposta educativa de qualidade a todos os alunos que frequentam o ensino privado com contrato de associação”, conclui um documento que saiu da reunião realizada hoje, na Escola Secundária D. Duarte, que será entregue ao Presidente da República, grupos parlamentares, Câmara Municipal, Conselho Nacional de Educação e Ministério da Educação, entre outras entidades.

Na reunião, estiveram representadas oito associações de pais, 10 dos 12 agrupamentos e escolas não agrupadas de Coimbra e oito dos 11 conselhos gerais de escolas do concelho.

O documento, a que a agência Lusa teve acesso, sublinha que a manutenção de contratos de associação em áreas onde existe oferta pública “configura uma redundância de oferta educativa que se traduz num despesismo e numa irracionalidade na perspetiva de uma boa gestão de recursos públicos”, considerando que a oferta escolar “é mais do que suficiente e se encontra com um número de turmas muito abaixo das suas capacidades instaladas”.

“A iniciativa impunha-se, num momento em que a escola pública não pode ficar de bancada, sem tomar posição. O que está em causa não é uma guerra entre público e privado, mas de boa gestão daquilo que são os recursos”, disse o presidente do conselho geral do Agrupamento de Escolas Coimbra Oeste, que falava à agência Lusa no final da reunião.

Segundo o próprio, Coimbra é “o caso paradigmático de redundância da oferta educativa”, num concelho “campeão dos contratos de associação”, com nove colégios privados financiados pelo Estado.

“Em nenhum dos nove colégios com contratos de associação se justifica essa oferta”, salientou, referindo que a rede pública em Coimbra comportava “mais 80 turmas” de 5.º, 7.º e 10.º anos.

Serafim Duarte questionou se é “economicamente justificável, legítimo ou defensável” que haja redundância de oferta no concelho, quando “se exige ao país um conjunto de cortes”.

Para o presidente do conselho do Agrupamento de Escolas Coimbra Oeste, “há condições para todos os alunos, de início de ciclo,” serem integrados na rede pública.

O diretor da Escola Secundária com 3.º ciclo D. Dinis, Augusto Nogueira, também presente na reunião, salientou que o estabelecimento que dirige não tem de momento “nenhuma turma no 3.º ciclo”, quando “numa escola privada a dois quilómetros” há quatro turmas para cada ano desse mesmo ciclo de ensino.

Quanto à justificação apresentada pelos colégios privados de que são escolhidos pela preferência do seu projeto educativo, Augusto Nogueira frisou que “a maior justificação” para transferências para o privado “é o transporte”.

Também Alice Dias, da associação de pais da Escola Secundária Infanta Dona Maria, sublinhou a necessidade de se melhorar a rede de transportes que servem as escolas públicas, bem como a importância de se garantir uma “maior autonomia” na gestão dos estabelecimentos estatais.

41 Comments

  1. Adília Ribeiro says:

    Se há oferta pública para quê pagar? O dinheiro poupado pode ser aplicado no aumento das reformas miseráveis. Alguns dos colégios que pertencem ao Clero deviam pensar nisto e serem os primeiros a tomar esta decisão.

    • Zé da Gândara says:

      E sua senhoria não sabe que estes empreendedores subsídio-dependentes, se não for desta forma, têm de encerrar a tasca? Não sabe sua senhoria que estes senhores são um misto híbrido de liberais com comunistas e defendem o mercado quando lhes convém, para de seguida defenderem a presença do Estado quando esta lhe confere dividendos? Isto é um caso de doença bipolar de que padecem as nossas ditas "elites"…

    • Zé Povinho says:

      Quando a sua reforme aumentar avise-me sff….

  2. Senhora Professora says:

    O próximo passo deveria ser a colocação de licenciados em Gestão e Administração Pública que há muitos em Portugal , na direção das Instituições Escolares e não diretores com quem foi ministrado uns leves conhecimentos de gestão num curso Ad Hoc.
    Essa deveria ser uma guerra deste governo para que o ensino público venha a funcionar bem.

    • Gestores públicos?

      Para quê?

      Para se abotoarem ao “nosso” dinheiro?

      Isso da gestão pública tb é uma classe a dizimar um dia destes, são uma cambada de chulos.

      • Zé da Gândara says:

        Cheira-me que muita dessa fauna rara é normalmente formada nas Jotas e chega aos quarenta sem nunca ter vergado a mola… Daí que os resultados da gestão de empresas públicas é a valente bosta que se conhece… Olhem o exemplo do Cofre da Previdência dos funcionários do Estado… Olhem o exemplo da TAP enquanto foi gerida por apparatchicks provenientes das máquinas partidárias… Olhem a CGD a precisar de mais uma injecção faraónica de dinheiro para limpar o balanço dos negócios brilhantes feitos por sucessivas administrações… Olhem a CP e a sua dívida monstruosa… O Metro do Porto… Bem… Nem vou citar mais exemplos porque me enfastiaria rapidamente e está quase na hora de almoço… É isto que querem com mais uma fornada dos famosos gestores públicos?

    • É …sempre gente com boas ideias. Aliás se há gestores a mais, o melhor é criar uma lei para que cada família seja obrigada a ter um!

  3. Henrique Costa says:

    Este documento confirma: a população prefere as escolas privadas. Mas, como quem manda em Portugal é a função pública, basta ver os empregos dos deputados e membros dos governos, fecha-se o melhor e mais barato para premiar o pior e mais caro! É preciso mais para demonstrar porque é que Portugal não tem futuro?

    • Poortugues says:

      A população que prefere as escolas privadas, só tem a pagar para lá andar.

      Os contratos de associação fazem todo o sentido como situações temporárias, quando não há, na escola pública, capacidade para todos os alunos. A partir do momento que volta a haver essa capacidade, não faz sentido continuar o estado a pagar a privados, o que já pode oferecer novamente.

      • Zé da Gândara says:

        Nem mais. Assino por baixo… E se quem entende que o ensino privado é assim tão bom que se justifique ser um desígnio nacional, bem que pode financiar do seu próprio bolso os empresários do negócio da educação com o pagamento de quotas à moda do que sucede com os clubes de futebol… Ficaria certamente toda a gente contente…

      • Henrique Costa says:

        Só se a população que quiser as públicas também as pagar! Porque é que eu hei-de pagar mais só para que os professores sejam funcionários do estado? O estado sempre foi demasiado generoso para com os seus funcionários ou não fossem uma grande parte dos deputados do PS professores do secundário. Privatizemos TODAS as escolas e ficará tudo muito mais barato, mais abertos à tanta vezes tentada avaliação, mais flexíveis e acima de tudo muito mais preocupados com o resultado do seu trabalho do que com o seu umbigo!!!

        • Zé da Gândara says:

          Tem sempre uma boa solução para não pagar mais para que os professores sejam funcionários do Estado… Siga o conselho dos Jihadistas do Califado Fiscal que impuseram por cá uma sharia económica e fiscal e que entretanto, qual Niculae Ceausecu, não tendo surpreendentemente no próprio modo de ver, colhido a simpatia da plebe grunha e inculta, foram há uns meses apeados do cavalo para a travessia do deserto… Esses jihadistas, qual cereja no topo do bolo, até sugeriam a criação de uma Agência Governamental (essa já seria boa despesa pública) para auxiliar quem estava na sua perspectiva a mais, a emigrar… Por isso, Sôr Henrique "Capriles" Costa, bem que pode emigrar e já se livra ao esbulho da máquina fiscal com o qual se pagam aos professores funcionários públicos… Não acha que é sábio o meu conselho?
          Olhe que ainda por cima, é gratuito…

    • Mas que azedume estomacal contra a escola pública. Deve necessitar de tratamento urgente.

      • Zé da Gândara says:

        Já é um caso sem remissão… É quase uma septicemia acompanhada de cegueira ideológica que tem como manifestação mais visível o débito incontinente de veneno contra tudo o que cheire a Estado, revelando naturalmente uma incongruência porque a dado momento defende que seja o Estado a engordar o negócio da educação privada…

        • Henrique Costa says:

          Oh Zé, tu deverias ter mais tento na língua. Cada vez mostras mais um exagero ideológico que já ultrapassou há muito o aceitável em termos de sanidade mental. E depois ainda tens a distinta lata de te queixares que Portugal anda louco! Vai lá tomar o Xanax e poupa-nos!

          • Zé da Gândara says:

            Meu caro Henrique Costa:

            Lamento que sua senhoria olhe para o espelho e ao ver a sua imagem, julgue que sou eu (qual cão com a perdiz na boca a tentar atravessar o riacho de águas límpidas que julga estar perante um outro cão e larga a perdiz para se atirar ao outro alegado cão para lhe roubar a perdiz), o que muito me confrange…

            Lamento igualmente que estejas, pelos vistos, já dependente das benzodiazepinas e que tenhas a torpe atitude de recomendar o seu consumo a quem não consome desse tipo de fármaco psicotrópico… Isso além de revelar uma espécie de síndrome de negação, quer parecer-nos que será também sinónimo de desprezo pela dignidade dos terceiros a quem te diriges nesses termos, algo que pode ser sintoma de transtorno da personalidade (histrionismo)… Por isso, mais uma vez te digo: Não te preocupes com a minha saúde mental e permite-me que te ajude a superar o momento menos bom no qual te estás a afundar desnecessariamente… Ninguém te quer ver mal, aliás todos queremos o melhor do mundo para toda a comunidade… Sabes, é o chamado princípio do bem-comum teorizado na Doutrina Social da Igreja… Por isso, já sabes: Quando deixares o síndrome de negação, avisa que estamos à disposição para te ajudar…

          • Henrique Costa says:

            Zé, tu insultas os outros com quantos dentes tens e mais alguns, quando te respondem na mesma moeda fazes-te de vítima? Julgas que por usares um estilo mais floreado que, deixa que te diga, é extremamente irritante, os insultos passam a apenas sábias considerações? Pelo amor de Deus, ACORDA!!!

          • Zé da Gândara says:

            Sôr Henrique "Capriles" Costa, se formos a ver quem é que se faz de vítima depois de insultar os outros que não comungam da mesma opinião, teríamos pano para mangas antes de chegar à minha pessoa…

            Se o meu estilo é irritante, tens "liberdade de escolha" (o credo com o qual foste catequizado) e podes permitir-te não ler o meu "estilo mais floreado"… Ou será que tens a pretensão de ressuscitar o "Exame Prévio" e calar todos aqueles cujo pensamento / opinião abominas? Olha que os últimos que por cá foram abertamente adeptos dessa prática, acreditavam, que tinham tomates para formatar tudo e todos à sua maneira e imagem e numa madrugada de Abril foram corridos a pontapé do Puto Tuga para se refugiarem no Brasil e arredores… Alguns até por lá acabaram os dias despojados de tomates… És neto de algum desses valentões?

    • Zé da Gândara says:

      A opinião da população não será de todo muito válida… Lá porque as escolas manipulam e instrumentalizam os pirralhos e os papás que são em muitos casos semi-analfabetos, não conseguindo ver na verdade quais são os verdadeiros objectivos dos senhores ditos "empresários do negócio da educação" a que se junta a altruísta ICAR, isso não quer dizer que as pessoas envolvidas (os pirralhos com tiques de papagaio de imitação e os respectivos papás Zé da Fábrica e Maia das Limpezas) saibam o que andam a fazer, qual indivíduo louco que em contra-mão na auto-estrada que julga que quem vem em sentido oposto é que está mal e que ele nunca erra, raramente tem dúvidas e nunca se engana… Um bom teste à opinião dos papás seria o ensino privado não ser subsidiado e os empresários do negócio da educação cobrarem propinas na íntegra aos papás… Mudavam logo de barricada e passavam a defender a escola pública com unhas e dentes e diriam mesmo que o começaram a fazer de pequeninos…
      Ter ressabiamento primário e recorrer a argumentos desprovidos de racionalidade e ainda querer vender aos outros uma ideia cheia de contradições que são óbvias é que não me parece que seja saudável, quer para quem se presta a enveredar por esse caminho, quer para quem tem de gramar com essas diarreias mentais…
      Enfim… Bem me parece que a saúde mental em Portugal é de facto um case study e que por estas bandas existe muita doença mental sub-diagnosticada…

      • "A opinião da população não será de todo muito válida…" e "…os papás que são em muitos casos semi-analfabetos…" – as suas frases mostram bem a sua arrogância e falta de espírito democrático! porque só os iluminados (como o senhor, presume-se) é que sabem o que é bom para a vida de cada família! Estamos entendidos quanto ao seu respeito democrático pelos concidadãos…
        Já quanto à acusação de "…Ter ressabiamento primário e recorrer a argumentos desprovidos de racionalidade e ainda querer vender aos outros uma ideia cheia de contradições que são óbvias…", é evidente que ainda não se viu ao espelho…

        • Zé da Gândara says:

          Sua senhoria quererá oferecer-me o seu espelho, é isso? 🙂

          Uma outra achega… Sua excelência parece-me um nadinha para o militante de causa que não olha a meios para atingir os seus fins… É que sua excelência (não sei se será jornalista mas diria que terá deles a escola toda) apressou-se a extrair parte de uma afirmação minha, descontextualizando-a de modo a dar a ideia que eu teria generalizado algo que é circunscrito e de seguida atacou-me gratuitamente… Carência de espírito democrático só me atingirá a mim? Citando o tio Álvaro Barreirinhas Cunhal, diria "Olhe que não! Olhe que não!"…

          Quanto a respeito pelos concidadãos, o facto de haver uma minoria de papás que querem que os filhotes pululem nos colégios privados redundantes face à rede escolar pública, querendo que os pais dos alunos do público lhes paguem os alegados mimos dos colégios privados aos filhotes, é bem significativo do seu respeito para com os milhões de pais cujos filhos estudam no ensino público… Como se pode ver, sua excelência terá lido umas coisas de George Orwell… Esse senhor teorizava em tom jocoso, a respeito do comunismo que "Somos todos iguais mas há uns mais iguais que outros!"… É este o conceito de igualdade que sua excelência defende e advoga?

          Quanto aos argumentos desprovidos de racionalidade, vou dar-lhe um exemplo da economia real… Uma empresa tem duas unidades de produção, separadas por meia-dúzia de Kms, tendo uma sido construída para corporizar o crescimento estrutural da empresa, visto que a primeira, com os meios tecnológicos de que dispunha, já não conseguia dar resposta em quantidade às solicitações do mercado e à força de vendas… Entretanto o tempo passou e os meios de produção da primeira unidade tornaram-se obsoletos e portanto, desajustados às necessidades do mercado, A empresa decide actualizar-se tecnologicamente e desmantelar os meios de produção da primeira unidade para de seguida investir numa unidade com tecnologia de ponto que lhe eleva a produtividade a níveis impensáveis com a tecnologia obsoleta e que chegam ao ponto de conseguirem suplantar em termos de output (produção) a capacidade instalada nas duas unidades de produção. A empresa decide-se então pela adjudicação desta actualização tecnológica e após o arranque da produção na unidade renovada e actualizada tecnologicamente, decide encerrar a unidade de produção que não foi actualizada e que entretanto, também já começava a entrar em obsolescência…

          Sou levado a crer que se sua senhoria fosse a empresária, sendo aparentemente inspirada pelos princípios da Doutrina Social da Igreja, que após a actualização tecnológica, manteria as duas unidades no activo, ou seja ligaria, todas as manhãs os fornos industriais e toda a demais maquinaria consumidora intensiva das mais variadas formas energéticas e assim a deixaria ficar do início ao fim de cada dia de trabalho sem qualquer produção (só para poder dizer que a unidade de produção se mantinha a trabalhar), ficando os funcionários a olhar uns para os outros durante todo um dia de trabalho… Se me conseguir arranjar um exemplo de um empresário que proceda assim na gestão de uma empresa e que consiga obter dividendos no final do ano e manter a empresa solvente exercício fiscal após exercício fiscal, diga-me se faz favor porque eu quero saber qual é a marca da impressora com que ele imprime a própria moeda que alimenta este ciclo improdutivo… Lá que sua excelência não saiba dar valor ao dinheiro e que não tenha noção do que custa a ganhá-lo, o problema é exclusivamente seu… Agora querer forçar o Zé Pagante de Impostos (o chamado contribuinte) a subsidiar o seu estilo de vida assente nas aparências e acima do que seriam as suas reais possibilidades, alto e para o baile… Tenho a certeza que se sua senhoria caísse seis meses nas mãos de um dos bravos industriais que temos cá no burgo, que certamente após esse período não só diria que fui visionário antes do tempo como de resto ainda faria coro comigo cada vez que me insurjo contra a mediocridade intelectual que por vezes encontro… Passe bem!

    • Escola Morangos com açúcar com o meu dinheiro não, obrigado.

      Andam a criar gerações de meninos alienados da realidade por imposição dos pais com o dinheiro dos outros. O mundo real só lhes fará bem, pr que no futuro pensem duas vezes antes de serem cruéis.

      No meio da populaça é que se promove a igualdade de oportunidades. Querem ser chiques? Vão trabalhar e mandem os filhinhos estudar pr Inglaterra ou pr a Suíça. Isso sim, é ser chique.

      • Zé da Gândara says:

        Enfim, valha-nos aparecer alguém por aqui como sua excelência que tem sentido da realidade e que não prima pela mediocridade… A si, os meus sinceros parabéns pela sua lucidez!

  4. Hugo Ferreira says:

    Além do factor localização, talvez o mais importante e que favorece a escolha por uma escola privada é o transporte. Eu vivo em Taveiro e vejo com frequencia uma carrinha do Instituto de Lordemão a ir buscar/levar crianças a esta zona. Será que se a escola publica tivesse a facilidade de ter transportes próprios estas crianças iriam para tão longe? Ambas as escolas (pública e privada) devem ter as mesmas condições e haver justiça na distribução dos meios financeiros.

    • Aí em Taveiro não existem transportes públicos?

      Ou pr ir pr a escola tb tem que ser com transporte privado?

      • Zé da Gândara says:

        É uma farturinha… Eu vivo numa zona que também vai ser fortemente afectada com o fim da mama dos CAs e é engraçado ver andar vários mini-bus dos ditos colégios a recolherem alunos em concelhos vizinhos para manterem a escolha atafulhada de pirralhos, dado que cada pirralho, segundo se diz, custa 80.000,00 € ao estado num desses colégios… A receberem 80.000,00 € por pirralho, bem que até poderiam atribuir-lhe uma viatura privativa e um mordomo para o acompanhar… É que por exemplo, no superior, não existem contratos de associação e as propinas nas privadas são da ordem dos 3.000,00 € anuais e não é por causa disso que as privadas que sobreviveram até hoje (expurgados os casos de polícia e de falta de qualidade) entram em insolvência… E aí até haverá um ou outro Doutorado a dar aulas, especializado na matéria que lecciona, ao contrário dos professores de entrada de gama dos colégios, se calhar ainda existindo um ou outro em actividade que acediam à profissão depois de dois anos (O Magistério) após o que seria o actual nono ano… É ou não é um grande negócio? Quem mama, ao ver a mama secar, certamente que fica pior que estragado mas a vida é mesmo assim… Quando um trabalhador, depois de esmifrado pelo bravo empresário para quem prestou trabalho, é encostado à parede para se meter ao fresco pelos seus próprios pés, alguém tem pena dele? Claro que não e se o mesmo ainda conseguir auferir de subsídio de desemprego (depois de uma carreira contributiva em que não fugiu em um cêntimo à rede de arrasto das Finanças e da SS), haverão sempre uns ressabiados que acharão que o referido trabalhador é um peso para a sociedade por beneficiar do subsídio de desemprego… É por estas e por outras que eu considero que este protectorado boche é um local mal-cheiroso a tender para o pestilento…

  5. Em coimbra temos escolas públicas e privadas de 5 estrelas.
    A unica diferenca e que nas escolas publicas so estão abertas as 8.00 da manha quando há pais que entrar as 8.00 e não tem um sitio para deixar na escola pública, tive a consultar horario da escola pública aonde por exemplo um 7 ano de segunda a sexta não tem aulas no periodo da tarde, eu pergunto aonde ficam as crianças ? No privado os professores trabalhos de segunda a sexta estao com os alunos, como e no público ? quantas horas trabalho na escola com os alunos ? aonde deixamos as crianças em dias de greve na escola pública ?

    • Procure informar-se melhor: 1. as escolas públicas estão abertas desde as 07:30; 2. Qual a escola em que um aluno do 7º ano não tem aulas de segunda a sexta da parte da tarde? 3. A criança que não tem aulas da parte da tarde pode muito bem ficar na Biblioteca, em grupos de estudo ou em Clubes (tudo a funcionar da parte da tarde); 4. Os professores no público trabalham durante as horas do seu horário; 5. A greve também pode ocorrer no privado, ou será que os professores do privado têm tanto medo dos gestores dos colégios que não fazem greve?

      • Margarida Reis says:

        Uma das questões é a última que falou. Parte das escolas que os professores tanto querem manter abertas (para salvaguardar os respetivos postos de trabalho) são as mesmas escolas que abandonam, mal surgem outras oportunidades, porque as respetivas chefias não respeitam o trabalho dos mesmos. A greve em escolas "privadas" não existe, nem vai existir.

        • Subscrevo! Basta ver as listas dos candidatos a professores do ensino público.

        • Zé da Gândara says:

          Nem mais… São juízes em causa própria e quantos não foram aqueles que foram dar aulas para o privado porque não tinham mais nada que fazer e assim que o Ministério da Educação lhes deu guarida, lá forma eles a correr para o manto protector do Ministério da Educação…

      • Zé Povinho says:

        Greve no privado??? Onde é que isso já se viu? ahahaha

    • Zé da Gândara says:

      Eu que estou a meio dos trinta (ainda não sou reformado, nem para lá caminho) quando fui para a Secundária, levantava-me todos os dias às 06h15m e chegava à cidade e à escola às sete da manhã para começar a ter aulas às 08h10m… Tinha de ir para a paragem do autocarro pelos meus próprios meios (não havia cá nem pai nem mãe nem avô nem avó) para uma localidade a dois Kms do local onde residia… Nunca "perdi" o autocarro e também nunca fiquei à chuva quando chegava à cidade… Chuva, frio e afins, apanhava era no percurso entre casa e o autocarro… Onde é que andavam nessa alturas estes activistas que agora parecem uns esganiçados a defender as "escolas com contrato de associação"? Pois é… A pimenta a arder no rabo do vizinho para nós é refresco, não é? Façam-se à vida como eu me tive de fazer sucessivamente…

      • Muito bem dito.

        Querem fazer de gerações e gerações de pessoas que fizeram todo o seu percurso académico a acordar muitas vezes 2h mais cedo do que os colegas parvos mas só quem não souber o que é a vida é que cai na esparrela.

        Alimentar uma classe de parasitas é do que se trata nesta história.

        Mas no entretanto a malta ainda vai esgrimir do uns argumentos só pr fingir que se interessa por coisa alguma.

        Por mim até podem meter os filhos a estudar no Canadá, desde que seja com o dinheiro deles… até agradeço, é menos um parasita fofinho por perto.

  6. Pedro Andre says:

    Nada contra a escola privada, quem quer para os seus filhos tem todo o direito mas paga! A escola publica em Coimbra é de grande qualidade. Também tínhamos direito a escolher para os nossos filhos saúde privada, mas não, temos de os levar ao Serviço Nacional de Saúde, de grande qualidade aliás.
    Colégios Rainha Santa e São Teotónio, a 50 m!…. Parabéns Sr. Ministro da Educação, o dinheiro é dos Contribuintes.

  7. Pedro Andre says:

    Nada contra a escola privada, quem quer para os seus filhos tem todo o direito mas paga! A escola publica em Coimbra é de grande qualidade. Também tínhamos direito a escolher para os nossos filhos saúde privada, mas não, temos de os levar ao Serviço Nacional de Saúde, de grande qualidade aliás.

  8. irenefeijao says:

    Alguem me sabe dizer como e que chegamos a esta situacao e quem e que geriu a educacao por ex em coimbra?….Se nao havia logar para os colegios quem os autorisou?…. Os coleg… que refiro Sao Teotonio e Rainha Santa sempre sobreviveram como privados queme responsavel pelos contratos com o estado ?….Alguem me sabe responder ?…. Sera que nao existem responsaveis….

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