Opinião – Pensar nos médicos e naqueles que servimos!

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Cesário Andrade Silva

Cesário Andrade Silva

São neste momento, 14:51 e estou sentado tentando limitar as ideias de modo a repousar o excelente almoço, tido no Picadeiro em Tomar mesmo na estrada que passa ao quartel e onde tive um repasto de cabrito no forno que é de comer chorar por mais.

Ainda recentemnete, tive informação sobre alterações climatéricas que são de arrepiar, nomeadamente que as previsões estão muito alteradas e todo o cataclismo que se previa para daqui a muitos anos, é já em 2030, e uns modestos dezasseis anos nos separam dessa data.

E aquelas são de tal modo importantes que desde o que comemos, às doenças, ao modo como nos vestimos, o que serão os nossos empregos e mais simplemente o que fazer aos desalojados pela subida do nível do mar e/ou da temperatura, tudo são incógnitas que ainda ninguém quis responder e pior, ainda ninguém as quer assumir como certas, havendo como em tudo na vida, cientistas que defendem o contrário e tudo será gelado em vez de quente.

Não sei o que preferir, mas a ideia de poder fazer ski todo o ano, agrada-me mais… confesso!.

E, enquanto os médicos começam a ficar chateados por não terem os mesmos direitos que todos, nas reposições salariais, é preocupante que só agora a Tutela tenha dado valor à queixa repetida pelos enfermeiros que as ambulâncias do INEM que saem com enfermeiro do Serviço de Urgência Básica, deixam este a descoberto com os riscos inerentes a esse facto.

E, se me perguntarem porque é que há desentendimentos entre uma situação que está tipificada na Lei, que tem fundamentação prática no dia a dia e que só por teimosia e conivência dos responsáveis governamentais foi possível chegar até hoje sem que tenha acontecido alguma morte inútil, um atendimento mais demorado ou os cidadãos se tenham apercebido que um enfermeiro trabalha, faz e resolve metade dos problemas em relação a dois enfermeiros.

E o Chefe Médico da equipa tenha sido paciente e consultado, avaliado, suturado, encaminhado e referenciado doentes sem que a falta de um enfermeiro, tenha tido a devida reclamação pois que da ultrapassagem a um facto contido em Lei, se trata.

Esperemos todos que essa situação termine desde já e que haja coragem por parte da equipa do Ministério da Saúde em continuar a resolver situações que não eram as mais correctas e se encontravam ocultadas pelo vazio da indiferença ou pela necessidade de manter os utentes com um serviço que embora em déficit de pessoal, servia e serve bem todos os portugueses e/ou aqueles que usufruem desse direito.

E deixo uma palavra para esse colega que dá pelo nome de José Manuel Silva e que deve ter neste final de mandato uma postura de equidade perante todos os que vão procurar no final do ano, ser os eleitos aos orgãos dirigentes da Ordem dos Médicos.

E nesse sentido, toda e qualquer atitude, palavra ou acção que seja vista como tendenciosa em relação a qualquer concorrente ou candidado a concorrente, deverá ser por ele evitada.

E que Deus lhe dê a sapiência de não cair na tentação de ter herdeiros na continuidade, pois a Ordem não é uma monarquia mas sim uma Associação que elege sem coações, obrigações e/ou recomendações, os seus dirigentes.

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