Opinião – A vida das estatísticas e a convicção de seguir em frente

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Paulo Júlio

Paulo Júlio

Vivemos num tempo de indicadores e estatísticas. Atravessam e condicionam as nossas vidas pessoais e profissionais. São estatísticas europeias e locais, sociais, de desempenho, crescimento ou produtividade.

É inevitável e nem sequer é possível enfrentar os desafios do mundo de hoje , sem estas dimensões quantitativas. A pergunta é se basta para ter sucesso ? Não basta. Falta a outra dimensão.

A dimensão da liderança, da força, da convicção e do inconformismo para atingir objectivos nunca antes alcançados. Não é possível alcançar o que quer seja, cumprir uma visão, sem envolver as pessoas e a sua capacidade de fazer, motivando-as e dando um sentido às estatísticas, sejam elas quais forem.

É a vida que segue
E não espera pela gente
Cada passo que dermos em frente
Caminhando sem medo de errar

É o excerto de uma letra de uma música portuguesa que pela voz de Mariza corre mundo. Quantas vezes, não se faz alguma tarefa, maior ou menor, por receio, por medo de que alguém critique ? E a vida assim normalmente, ou fica na mesma ou não espera mesmo por nós, sejamos nós próprios ou uma nação.

Este espírito receoso, normalmente cinzento, muitas vezes, tolhe a nossa criatividade e até a nossa capacidade de inventar soluções, em cima dos problemas. Isto nada tem a ver com estatísticas. Eventualmente as estatísticas serão a consequência desta forma mais ou menos motivada de fazer a diferença nas pequenas e nas grandes tarefas da nossa vida.

Há cerca de uma semana, numa sessão organizada pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional e pelo Município da Pampilhosa da Serra, um empresário da área do têxtil que já recuperou várias empresas que estiveram na eminência de encerrar, disse algo tão simples e, ao mesmo tempo, tão importante : “só é possível quando conseguimos simultaneamente conjugar os verbos CRER e QUERER”. Realmente , não é possível fazer bem, se não houver confiança. E esta não se decreta, sente-se e gera a energia para dar passos em frente.

Em conclusão, em minha opinião, é o que falta em algumas organizações , cidades e países, tudo, por causa do modo como a liderança se (não) exerce. E, para isso, não há estatística ou indicador que nos salve.

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