Opinião – Servir, e não servir-se

Posted by
Gil Patrão

Gil Patrão

Nem todos saberão que o título desta crónica exprime uma máxima do código de ética do Lions International, um dos mais antigos clubes de serviço, fundado em 1917 por Melvin Jones, cidadão americano sempre recordado por quem coloca a ética e a dedicação à Humanidade como faróis que norteiem Mulheres e Homens na Vida.

E só alguns saberão que o Professor Marcelo Rebelo de Sousa, que por mérito próprio é o novo Presidente da República – Presidente do Povo, povo que já mostra o quanto dele gosta e o quanto espera do seu mandato – é um dos mais de 2,4 milhões de Lions que existem no Mundo, servindo os outros, sem se servirem deles.

Há décadas que sou militante do PPD/PSD e sócio do Lions Clube, em Coimbra, terra onde nasci e que estimo tanto que anseio que, pela magnificência do seu passado, volte a assumir papel determinante no esforço nacional que há que fazer para modernizar Portugal; feitas estas “declarações de interesses”, partilho a minha convicção de que o Presidente da República será o vetor principal do nosso desenvolvimento e que será tão consensual como é vigoroso e rigoroso.

Cidadão exemplar e ilustre académico, com enorme capacidade de entendimento das venturas, desventuras e expectativas dos portugueses, extraordinária capacidade de trabalho e resistência que lhe permite permanecer ocupado 20 horas por dia no dia-a-dia e de, ao longo de cada ano, e ano após ano (tem 67 anos de idade), nadar nas frias e revoltas águas do “nosso” Oceano, saberá arrostar com as dificuldades e contornar os escolhos que marcarem este seu primeiro mandato.

O movimento Lions tem orgulho do Chefe de Estado ser um dos seus mais ilustres Companheiros, e acredita que, por o mesmo ser dotado do mais elevado espírito de servir, duma sensibilidade social notável e duma capacidade política ímpar, unirá os portugueses em torno de objetivos que permitam relançar a valia de Portugal, ajudando a superar dificuldades criadas por alguns políticos corruptos e incompetentes que tão mal nos governaram nas últimas décadas.

Se trabalharmos em comunidade, contarmos com a capacidade de cada um e com o esforço de todos, e esquecermos horas e canseiras, Portugal será um país mais eficaz, eficiente e solidário.

Contudo, comunistas e bloquistas ficaram sentados na Assembleia da República, sem aplaudir o discurso da tomada de posse do Presidente de todos os portugueses, ao invés do que fizeram os demais Deputados e todos os Convidados.

Ora a hora não era para calculismos políticos, nem para se distanciarem do resto do país. A hora era de comunhão de ideais republicanos, e na República a responsabilidade de atuação cabe a cada um.

Em democracia, há que respeitar quem nos governa, mesmo se e quando deles se discordar, e prestar homenagem a quem nos representa em qualquer circunstância, para honrar valores e símbolos que, de forma livre e como Povo e Nação, plasmámos na Constituição. Divididos, nunca sairemos da mediocridade que tanto abjuramos mas, como um dia alguém disse cantando, “Juntos, teremos o Mundo na mão!”

Professor Marcelo, Portugal quando votou disse acreditar em si. Por isso, Senhor Presidente, exerça os poderes que tem para unir e relançar Portugal na senda do bem-estar e do progresso. Portugal precisa de si, como precisa de cada um dos mais modestos aos mais sapientes dos portugueses, para se afirmar no Mundo como país confiável, capaz de singrar por si próprio e de fazer progredir o Universo.

Se o mar sempre foi o nosso fado, e o Mundo conhecido nunca foi a nossa fronteira, não há limites que nos impeçam de atenuar desigualdades que afrontam o Povo!

2 Comments

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado.

*

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.