Opinião – Preparar o futuro

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Daniel Santos

Daniel Santos

Para o bem e para o mal, a informação circula hoje rapidamente através dos órgãos de comunicação, mas também através das chamadas redes sociais, a que se acrescentam as relações através dos telemóveis, smartphones e tablets, com mais ou menos aplicações que nos permitem saber tudo em tempo real.

Isto é, ficamos na posse da informação que nos fazem chegar, o que, muitas vezes, não é muito recomendável e pode, até, ser mal-intencionada, razão pela qual nos temos que manter preparados para melhor filtrar o que nos vai chegando.

Contudo, é melhor ter informação de que não a ter. É através dela que vamos sabendo que, apesar dos direitos constitucionais, a justiça funciona mal, o sistema de saúde deixa morrer doentes, a proteção social é escassa e mal distribuída, os reguladores não regulam, os políticos mentem despudoradamente, a Europa prometida é uma miragem.

Se sopesarmos a catadupa de informação permanente, perceberemos, por certo, que são em maior quantidade as más notícias do que as boas. O que, para além da constatação em si, pode contribuir para a depressão individual e coletiva, inércia e ausência de projetos.

Recomenda-se, a propósito a leitura da recente entrevista do psiquiatra e psicanalista Coimbra de Matos, que, do alto do seu conhecimento e da sua experiência de 86 anos de vida, se pudesse viajar no tempo, escolheria o futuro. Se me é permitindo: preparando-o no presente com o conhecimento do passado.

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