Opinião – Preparar o futuro

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Daniel Santos

Daniel Santos

Para o bem e para o mal, a informação circula hoje rapidamente através dos órgãos de comunicação, mas também através das chamadas redes sociais, a que se acrescentam as relações através dos telemóveis, smartphones e tablets, com mais ou menos aplicações que nos permitem saber tudo em tempo real.

Isto é, ficamos na posse da informação que nos fazem chegar, o que, muitas vezes, não é muito recomendável e pode, até, ser mal-intencionada, razão pela qual nos temos que manter preparados para melhor filtrar o que nos vai chegando.

Contudo, é melhor ter informação de que não a ter. É através dela que vamos sabendo que, apesar dos direitos constitucionais, a justiça funciona mal, o sistema de saúde deixa morrer doentes, a proteção social é escassa e mal distribuída, os reguladores não regulam, os políticos mentem despudoradamente, a Europa prometida é uma miragem.

Se sopesarmos a catadupa de informação permanente, perceberemos, por certo, que são em maior quantidade as más notícias do que as boas. O que, para além da constatação em si, pode contribuir para a depressão individual e coletiva, inércia e ausência de projetos.

Recomenda-se, a propósito a leitura da recente entrevista do psiquiatra e psicanalista Coimbra de Matos, que, do alto do seu conhecimento e da sua experiência de 86 anos de vida, se pudesse viajar no tempo, escolheria o futuro. Se me é permitindo: preparando-o no presente com o conhecimento do passado.

One Comment

  1. Zé da Gândara says:

    Óh Sôr Engenheiro, deixe lá a temática da internet e dos PCs e afins para os profissionais habilitados para tal (que ainda que sejam Engenheiros, são Engenheiros Informáticos e não Engenheiros Civis) e dedique-se ao seu mister, obedecendo assim ao princípio da especialização teorizado há mais de duzentos anos por Adam Smith (autor que acredito que o Sôr Engenheiro conheça das suas lides politiqueiras, dado me parecer que tal autor seja uma espécie de Lénine, Marx ou Engels para quem defende com unhas e dentes aquilo que defende quem é militante do partido que formou o executivo da Câmara Municipal da Figueira da Foz em que sua excelência, grande democrata e manifesto adepto da igualdade de tratamento – nomeadamente aquando do atendimento em
    repartições públicas, participou.
    Confesso ainda que dei por mim assombrado ao ler os seus considerandos, os quais reivindicativos, com paralelo em Portugal, só com o que é colocado em prática pela CGTP, discurso digno a meu ver e salvo melhor opinião e sem que pretenda com isto parecer grosseiro, digno das esquerdas à esquerda do PS e diria mesmo, até próximo do protopartido da democracia tugalesa que dá pelo nome de PCTP-MRPP.

    Diz sua excelência "É através dela que vamos sabendo que, apesar dos direitos constitucionais, a justiça funciona mal, o sistema de saúde deixa morrer doentes, a proteção social é escassa e mal distribuída, os reguladores não regulam, os políticos mentem despudoradamente, a Europa prometida é uma miragem.". Bem sabemos que sua excelência se terá zangado com os seus pares do PSD (birras acontecem a toda a hora e em toda a idade e não são só características de pirralhos em fase de crescimento rumo à idade adulta) numa altura em que pairava no ar Figueirense um cheiro a PREC vindo de dentro do PSD quando o reformado Duarte Silva era o timoneiro do barco… Mas fosse sua excelência proferir este discurso junto dos seus antigos compagnons de route, não acha que correria o risco de lhe chamarem Comunista e de o ostracizarem como parece que a Comunidade Jeová faz a todos aqueles membros da comunidade que se tornam apóstatas ou que chamam ao foro da Justiça Civil a conduta de um outro elemento da comunidade?
    Sôr Engenheiro, tenha lá calma sua excelência… Ainda que o comentário avulso neste New York Times das Beiras lhe permita divagar sobre imensos tempos, sugiro que se especialize na matéria da Ciência Informática antes de proferir considerandos a respeito da mesma. Para tal, tendo em conta o seu background de Sôr Engenheiro (que creio ser pós-PREC / pós-25 de Abril e não existindo certamente o risco de ser considerado um Sôr engenheiro do 25 de Abril), existe a pagantes uma possibilidade única de obter uma especialização em Ciência Informática na muito querida Universidade de Coimbra e com a participação do IEFP (que o Sôr Engenheiro deve adorar) em parceria com uma empresa de renome da área da Ciência Informática: http://www.acertarorumo.pt/pt/sobre-nos

    Sôr Engenheiro, sua excelência faria este programa intensivo certamente com perna e meia às costas e até poderia enveredar profissionalmente pela área da Ciência Informática, deixando para trás a área da Engenharia Civil que pelos dias e até avaliando pelos testemunhos de alguns participantes em edições anteriores deste programa, andará pelas ruas da amargura cá em terras lusas e mesmo em terras Angolanas, ao abrigo do princípio que diz que não há fome que não dê em fartura… O que opina o Sôr Engenheiro da minha sugestão?

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