Opinião – Exemplo a seguir

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Daniel Santos

Daniel Santos

A gestão do espaço público exige dos autarcas uma atenção permanente e rigorosa. Trata-se da montra da cidade.

Para o efeito vão ficando disponíveis novas e mais eficazes soluções muitas das quais já testadas e com provas dadas noutras autarquias.

Se é certo que o município figueirense já disponibiliza no seu portal ferramentas como o sistema de informação geográfica (SIG) e a plataforma “a minha rua”, a observação do que por outras bandas vai surgindo de novo é uma oportunidade a ter em conta numa ótica de adoção de um processo de benchmarking dinâmico.

Vem esta introdução a propósito da reportagem que passou na semana passada num canal de televisão relativa à solução de gestão territorial GeoEstrela, praticada pela junta de freguesia da Estrela em Lisboa, a qual inclui soluções ligadas à gestão de serviços operacionais, manutenção, limpeza e higiene urbana, além de outras áreas.

Esta plataforma aceita a participação de cidadãos previamente registados que identificam e reportam através de fotografia de telemóvel georreferenciada, ocorrências como buracos no passeio, grafitis, lixo acumulado, entre outras, o que faz com que os serviços possam atuar de forma rápida, diretamente ou reportando à entidade de tutela.

O sistema é reconhecido como muito eficaz, tendo tipo um custo de apenas quinze mil euros. Um exemplo a seguir numa cidade que carece de soluções.

One Comment

  1. Zé da Gândara says:

    Sôr Engenheiro,

    Deveremos antes de tudo seguir o seu exemplo de civismo e de respeito pelo próximo. Já seria um bom princípio, não concorda?

    Quanto ao que refere como exemplo a seguir, creio que mais que andar a limpar a bagunça feita por mentecaptos e arruaceiros, seria mais producente evitar que se fizesse bagungça… Aplicar coimas aos bandalhos que sujam a via pública e que atentam contra o património público e privado em actos de vandalismo acéfalo é não só um dever moral das autoridades como de resto até já está vertido na lei… Se a lei fosse endurecida para este tipo de casos e se responsabilizasse efectivamente quem suja (descontando o mau exemplo dado por alguns servidores do Estado que deveriam dar o bom exemplo e praticam o contrário), se lhe fosse ao bolso e se obrigasse a pagar com trabalho comunitário os indigentes / aqueles que alegam indigência para se furtarem a pagar, a dita plataforma seria virtualmente quase desnecessária e poder-se-iam envidar esforços para tratar de outros problemas bem mais prementes.
    Por fim, bem lhe digo que a área urbana da Figueira se converteu num verdadeiro nojo devido ao estrume de cão deixado impunemente na via pública pelos acéfalos donos dos cães, algo que é indigno de uma cidade, de mais a mais quando os habitantes da parte Gandarêza do concelho sempre foram ostracizados pela malta que se tem como urbana por na Gândara, em tempos muito idos quando existia actividade agro-pecuária e leiteira por tais paragens, haver cheiro a estrume na via pública, coisa que hoje em dia já não sucede… Afinal quem é que é badalhoco? Será que agora que há menor poluição dessa natureza por terras Gandarêzas, aqueles copinhos-de-leite da pseudo-parte urbana do concelho que directa e indirectamente viviam à conta do estrume da Gândara já não terão saudades do cheiro a estrume da Gândara?

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