Opinião – A pré-campanha

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Isabel Maranha Cardoso

Isabel Maranha Cardoso

Irónico foi que em período de Legislativas o tema então presente era as Presidenciais.

As forças políticas concorrentes sacudiam o tema, mas o aparecimento semanal de novos candidatos desviava as atenções das legislativas.

Contrariamente, em tempo de Presidenciais, o surgimento de uma histórica alternativa parlamentar e diferente daquela que “tradicionalmente” subsistiria, face aos resultados eleitorais obtidos, afastou do debate o tema Presidenciais.

Chegara o momento e o país insistia em debater o desaparecimento do Bloco Central e a “nova” bipolarização esquerda – direita, adormecendo o presente – a escolha de um ou uma Presidente da República.

Finalmente surgiram os debates, num modelo quase matemático de análise combinatória, de 10 candidatos, dois a dois, Marcelo com Belém; Belém com Nóvoa; Nóvoa com Neto; Neto com Marisa; Marisa com Edgar; Edgar com Marcelo; Marcelo com Neto; Neto com Nóvoa; Nóvoa com Marcelo, etc.

Tiveram o mérito de vislumbrarmos algumas diferenças nos candidatos, de estilo, de atitude e até de educação. Mas tiveram o mérito de me deixar surpreender por um candidato, para mim, a “revelação”.

Falo de Henrique Neto. Com uma assertividade própria de quem viveu muitas das mais importantes experiências da história recente do país e pondo os pontos em todos os is, obrigou, sobretudo a Marcelo, a ter que sair do seu manso remanso de candidato já eleito para os últimos debates. Certamente que baralhou escolhas já seguras, mas… acordou o presente!

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