Cooperativa do Medronho estabelece parcerias com municípios da região Centro

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MEDRONHEIRO

A Cooperativa Portuguesa do Medronho (CPM) assina no sábado parcerias estratégicas com quatro municípios da região Centro que visam o estabelecimento de linhas de orientação no âmbito da fileira do medronheiro.

“A cooperativa quer ser a entidade que representa os produtores de medronho a nível nacional. Com a assinatura destas parcerias, queremos também aumentar o número de cooperantes e definir as linhas de orientação para a fileira do medronheiro”, disse hoje à agência Lusa o presidente da Cooperativa Portuguesa do Medronho, Carlos Fonseca.

Neste âmbito, a CPM vai estabelecer no sábado parcerias estratégicas com os municípios do Fundão, Proença-a-Nova e Vila de Rei, (distrito de Castelo Branco) e com o município de Pampilhosa da Serra (distrito de Coimbra).

A cooperação envolve ainda a Agência para o Desenvolvimento Turístico das Aldeias do Xito (ADXTUR), entidade responsável pela Rede das Aldeias do Xisto, que inclui 27 aldeias distribuídas pelo interior da região Centro.

“Precisamos que o poder político e os municípios mostrem interesse para este fenómeno [medronho]. Até aqui tínhamos muitos municípios a investir em pinhal e eucaliptal, mas perceberam que pode haver aqui uma alternativa ao nível de culturas”, sustentou o responsável da CPM.

As parcerias estratégicas têm ainda como objetivo a realização de ações de sensibilização e divulgação, “workshops”, visitas de campo, a concretização de projetos de investigação, de instalação de projetos-piloto e de demonstração no âmbito do quadro do Portugal 2020 e do Horizonte 2020.

Carlos Fonseca explicou que as parcerias com os municípios “vão permitir à CPM “chegar com maior facilidade aos potenciais produtores de medronho”.

“O medronheiro é uma espécie que tem benefícios diretos económicos e no âmbito ambiental. São importantes também na prevenção dos incêndios florestais”, disse.

Adiantou ainda que, tendo em linha de conta os ganhos económicos e ambientais desta espécie, “tudo leva a crer que se está perante uma solução válida para os territórios de baixa densidade”.

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