Poiares é hoje um concelho mais vivo e mais ativo

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FOTO DB/LUÍS CARREGÃ

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A melhoria da parte financeira e da comunicação, dentro e fora da autarquia, são os dois principais destaques apontados por João Miguel Henriques no balanço de dois anos do executivo socialista.

No primeiro, a dívida foi reduzida em perto de 2,5 milhões de euros. “Temos consciência de que o trabalho é positivo e todo o nosso esforço tem sido compensado pelos resultados atingidos”, reconhece, referindo como o maior exemplo deste sucesso “a redução da dívida, em mais de dois milhões e trezentos mil euros”.

Quanto ao segundo ano, o executivo mudou a sua forma de comunicação com todos, com munícipes, fornecedores, investidores e garante que “os resultados são muito positivos”.

“Temos uma comunicação aberta e transparente. As pessoas sabem de tudo o que fazemos, conhecem as nossas contas, os relatórios de gestão e as nossas ações. Quem quer investir ou viver em Poiares sabe com o que pode contar”, sublinhou.

Ao contrário do que dizem os seus adversários políticos, que o acusam de ter criado algum alarmismo e, com isso ,afastar os eventuais investidores, considera que aconteceu exatamente o contrário. “Quando chegámos à câmara havia empresários que deixavam Poiares e estavam a ir para outros locais. E eu acho que alguns deles, empresários importantes, foram por incapacidade de diálogo e de ver entendidos os seus problemas da parte do executivo anterior”, lamenta o autarca, garantindo que, hoje, as grandes empresas já manifestam vontade de ampliar a sua capacidade de produção.

“Poiares não existia culturalmente”

A estes dois aspetos, o autarca junta a parte da dinamização cultural e envolvimento de todos os parceiros. “Com todos os erros e outras coisas que foram bem-feitas no passado, a verdade é que Vila Nova de Poiares tem hoje um conjunto de equipamentos interessantes e que nos permitem desenvolver um conjunto de atividades em vários níveis”, disse, explicando que “estes equipamentos já existiam antes de nós chegarmos, mas estavam fechados”.

Considerando que a população não tinha acesso e culturalmente Poiares não existia, o autarca sublinhou que “o executivo procurou implementar uma dinâmica constante no concelho com atividades sucessivas que pusessem as pessoas a mexer e trouxessem muita gente a Poiares”.

“E estamos a consegui-lo, combatendo a subsidiodependência com a qual não concordo”, reforça, sublinhnado que “não gosta de dar subsídios só porque as associações existem”. Mas gosta de apoiar quem realmente faz.

“Grande parte das instituições e associações locais já entendeu isso e estão a fazer coisas fantásticas nos mais diversos setores e a câmara está presente, não com o que acha que era justo porque não tem capacidade financeira, mas procura fazê-lo disponibilizando os equipamentos, os recursos materiais e um ou outro apoio financeiro também”, justifica.

E rconhece que o trabalho está a dar frutos. “Neste momento temos um cartaz cultural, social e desportivo em Poiares que eu penso que faz inveja a muitos outros concelhos. E conseguimo-lo envolvendo e motivando as pessoas e depois, reconhecendo o trabalho que fazem”, reforça.

Balanço altamente positivo

Por tudo isto – e muito, muito mais que o autarca conversou com o DIÁRIO AS BEIRAS – “o balanço destes dois anos, “além de ser altamente positivo, tendo em conta a realidade e todas as dificuldades que encontrámos, é de pura satisfação, por termos consciência de que estamos a fazer um trabalho válido pelo concelho e sentirmos que estamos a dar algo de bom à nossa terra”.
Foi eleito pela primeira vez presidente de uma câmara.

Reconhece que o presidente de câmara trabalha muito, não tem horário, mesmo quando não está na câmara ou quando está em casa. E esta quase obsessão por aquilo que faz todos os dias que por um lado é bom, e o motiva, mas por outro acaba por ser desgastante e prejudicar a família.

“Essa é a parte mais negativa, pois o tempo que dedico à família, em particular aos filhos reduziu drasticamente”, sublinha, reconhecendo que “a parte mais fácil, é cruzar-me na rua com as pessoas e sentir que elas reconhecem o nosso esforço e o nosso trabalho. Isso é fantástico”.

FOTO DB/LUÍS CARREGÃ

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Água é uma prioridade

A rede de abastecimento de água, bem como o saneamento básico são duas das principais prioridades para os dois anos que se seguem.

“A nossa rede de abastecimento é um problema. Temos perdas de cerca de 50 por cento da água que compramos às Águas do Centro Litoral o que tem a ver com a incapacidade da nossa rede em dar resposta às necessidades”, justificou o autarca, reconhecendo que para além das roturas frequentes, “há zonas do concelho onde a água não chega no verão e às vezes nem no inverno em quantidade suficiente para satisfazer as necessidades das populações”.

Mas o problema é maior ainda quando se fala em conhecimento da situação. “Não temos neste momento sequer um cadastro da nossa rede, pelo que já apresentámos uma candidatura ao PO Centro”, reforçou.

Outra área em que o executivo gostaría de investir e onde já está a fazer algumas obras de ampliação, embora pontuais, é na rede de saneamento. “Cerca de um terça da população, é coberta pela rede saneamento o que é manifestamente baixo e negativo para o nosso concelho”, sublinha o autarca, reconhecendo que “estas duas áreas são prioritárias para o executivo nos próximos dois anos de mandato”.

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