Uma forma de ver a “Senhora da Rosa” no Machado de Castro

04 MNMC.Ana Alcoforado CJM

 

Como é que é possível a quem não vê ficar a conhecer uma obra de arte? No caso, uma obra de pintura portuguesa do século XV? Uma primeira iniciativa no âmbito de um projeto já iniciado no Museu Nacional de Machado de Castro (MNMC) – a marcar, recentemente, o Dia da Bengala Branca –, deu uma resposta que deixou felizes todos os intervenientes.
Um grupo de cegos e amblíopes, acompanhados por elementos da delegação de Coimbra da ACAPO, foram os convidados de honra numa visita ao MNMC que foi uma primeira experiência bem sucedida, numa parceria que passou a envolver também o centro de produção braille e formatos alternativos do Núcleo de Integração e Aconselhamento dos Serviços de Ação Social da Universidade de Coimbra (SASUC).
No centro da visita, a obra “A Senhora da Rosa”, uma pintura portuguesa do século XV e de autor desconhecido. Depois de uma descrição por Virgínia Gomes, do MNMC, a cada um dos visitantes foi possível descobrir dimensões e texturas da obra, antes de todos serem desafiados a uma remontagem numa réplica em miniatura, composta pelos principais elementos da pintura, a funcionarem como peças de um puzzle.
Foi, assim, possível a cada um dos visitantes, perceberem, mesmo sem conseguirem ver, as especificidades da obra, sendo que a pintura é uma das artes que apresenta maiores dificuldades.
Em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS, José Francisco Caseiro, presidente da Delegação de Coimbra da ACAPO, destacou a importância de iniciativas destas.
“Esta parceria tem sido muito importante, porque nos permite, de facto, aceder à cultura, às artes. E, por outro lado, permite também que o próprio museu vá, a nível das suas acessibilidades, adaptando e trabalhando aquilo que tem para nos mostrar, tornando-se um museu mais aberto e mais inclusivo a todas as áreas da deficiência”, disse.

 

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