Resolvidos “pequenos-grandes problemas” em Montemor-o-Velho

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FOTO DB/JOT'ALVES

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A meio do mandato, Emílio Torrão não tem muitas obras para mostrar, mas tem obra feita, daquela “que não se vê”. O presidente da Câmara de Montemor-o-Velho (PS) fez o trabalho de casa para esta reportagem, começando com os tópicos do que fez nos primeiros dois anos do seu primeiro mandato. Começou realçando que, sob a sua gestão, estamos perante um concelho “solidário”, “tecnológico” e que aposta na “inovação” e no “progresso”.

Para reforçar as linhas orientadoras que traçou, Emílio Torrão atira para o topo a “pontualidade nos pagamentos”, a 30 dias, o que lhe permite negociar preços mais baixos com os fornecedores. Isto, apesar de ter herdado uma dívida que considera pesada do seu antecessor, Luís Leal (PSD), que atualmente ronda os 24 milhões de euros, da qual já pagou 3,5 milhões de euros. Sempre que a oportunidade surge, critica o legado financeiro que encontrou em 2013.

Entretanto, vai-se dedicando à “resolução efetiva de pequenos-grandes problemas com cinco, oito e 12 anos”, no âmbito das parcerias que celebrou com as juntas de freguesia. Muitos desses problemas “são obras que não se veem”, sublinha, como o saneamento básico, novos furos de captação de água, recuperação do parque de viaturas e máquinas da autarquia, reparação de infraestruturas e beneficiação da rede viária.

Por outro lado, destaca ainda, fez “acordos de execução cumpridos e verificados com rigor e seriedade”. Este particular, acrescenta Emílio Torrão, vai permitir, no próximo ano, um “aumento da dotação financeira sem precedentes”.

Promessa cumprida

O autarca montemorense vai concluir o mandato com todas as promessas eleitorais cumpridas. Aliás, já pode gabar-se de as ter executado. Ou melhor, de a ter executado, já que, frisa, só fez uma – a mudança da localização da feira. Há muito que Emílio Torrão defendia esta medida. A mudança implicou, contudo, a requalificação da zona envolvente, “dignificando aquele espaço e dotando-o de condições de uso e atratividade”.

“Os bons políticos fazem-se com boas ações, boas obras e boas contas”, defende o autarca de Montemor-o-Velho. A recuperação do estaleiro municipal do parque de máquinas, a plataforma da proteção civil, com “ações inovadoras e futuristas na prevenção de riscos de incêndios e inundações”, encontram-se ente as a lista de trabalhos realizados durante a primeira parte do mandato.

Por outro lado, as novas tecnologias e a simplificação dos procedimentos burocráticos são dois temas que animam o edil – o Balcão Único e a reestruturação e modernização da rede de internet da autarquia são disso prova.

Castelo com luz própria

Os caudalímetros, aparelho que permite monitorizar o percurso da água na rede de abastecimento em alta, é uma das apostas do atual executivo camarário de Montemor-o-Velho. Neste momento, com os novos furos de captação, caminha, aliás, para autossuficiência do líquido preciso.

A meta para deixar de depender totalmente de Cantanhede é o final do mandato. A falta de água é, saliente-se, um dos problemas do concelho, que, no verão deste ano, se fez notar com mais intensidade.

O castelo de Montemor-o-Velho, ex-libris deste município do Baixo Mondego, por sua vez, recebeu iluminação, “limpeza profunda” e audioguias. Até ao final deste ano, adianta o edil montemorense, vai ser instalado um miradouro virtual no antigo edifício militar, à volta do qual cresceu a vila histórica.

FOTO DB/JOT'ALVES

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“Estamos a virar tudo
de pernas para o ar”

A autarquia de Montemor-o-Velho garante manuais escolares para todos os alunos do 1.º Ciclo do Ensino Básico. Ainda no âmbito da ação educativa, criou uma plataforma integrada de acompanhamento dos alunos e educandos, por professores e encarregados de educação, “facilitadora de serviços e pagamentos on-line”.

Emílio Torrão destaca, ainda, que “as parcerias com as juntas de freguesia não são do faz-de-conta, são muito efetivas e de trabalho”. O presidente da câmara frisa, por outro lado, que “a afirmação do concelho não se faz só com o Centro Náutico”.

“Queremos que cada montemorense tenha orgulho da sua terra – através dos pequenos arranjos urbanísticos que estamos a fazer, da intervenção na rede viária, reparações, resolução de problemas muito graves – e que possam trazer as suas visitas e que lhes digam que Montemor está a mudar, está diferente”, defende.

O presidente da câmara também destaca as “importantes reformas na emergência social”, a criação de duas áreas de reabilitação urbana e a promoção da imagem do concelho. Acerca da dívida de 24 milhões de euros que herdou do anterior executivo, lembra que já negociou a alteração das taxas de juros e da maturidade dos empréstimos. “Neste momento, a câmara está com fundos disponíveis, pela primeira vez desde maio deste ano”, realça Emílio Torrão.

E se tivesse que destacar três obras realizadas na primeira metade do mandato? “Não é possível destacar três obras. Este executivo tem de fazer muitas obras para dar qualidade de vida aos cidadãos”. O balanço sintetiza-se assim: “Estamos a fazer uma revolução silenciosa”. Ou seja, elucida: “Estamos a virar tudo de pernas para o ar, estamos a construir o Montemor do século XXI”.

Depois, vem uma confissão: “Não é fácil ser presidente de câmara, sobretudo numa autarquia como esta. Há uma coisa, porém, de que me orgulho muito: o autarca pode não receber muito de vencimento, mas recebe muito das pessoas, ou seja, o agradecimento e o reconhecimento”. Dito isto, conclui: “As pessoas estão a impressionar-nos positivamente e isso faz com que tenha muito orgulho na minha atuação e na minha equipa.

6 Comments

  1. Zé da Gândara says:

    Sôdôtôr Torrão,

    Não sei se foi um passarinho que me disse ao ouvido – qual encarnação do Comandante da Revolução Socialista Bolivariana, o saudoso seu camarada Hugo Chávez do Partido Socialista Unido de Venezuela, que também se consta falar ao sucessor através do chilrear de um passarinho – ou se porventura terei sonhado, que a sede da NASA estava em vias de se deslocalizar para MMV…

    Ora como sua excelência saberá melhor que alguém cá do burgo, é que no que toca a tecnologia de ponta na área aeroespacial é lá com a NASA… Também saberá sua excelência que nesta piolheira a que se convencionou chamar de país, existem muitos ilustres entendidos em ciências aeronáuticas e aeroespaciais, dada a quantidade de ignaros que orbita em torno da Terra em plena estratoesfera…

    Será que sua excelência dotado da sua imensa sapiência terá tido rasgo intelectual para conciliar estes dois factos e tenha por conseguinte, conseguido, através da diplomacia económica virada para a tecnologia, a deslocalização das actividades da NASA para terras de Fernão Mendes Pinto?

    Sôdôtôr, tenha sido esse o caso, muito o parabenizo e gabo-lhe a modéstia de não divulgar na praça pública o feito de ter atraído a NASA para terras de Fernão Mendes Pinto!

    O meu bem-haja Sôdôtôr! O Sôdôtôr é o Máior! (mas mesmo a sério)

  2. Zé da Gândara says:

    Sôdôtôr,

    Queira sua ilustríssima e sapientíssima pessoa desculpar a maçada deste súbdito de tão nobre pessoa quanto é o Sôdôtôr, nosso querido líder nesta revolução tecnológica silenciosa posta em marcha pela sua nobre pessoa…

    Sabêmo-lo muito versado em misteres e ofícios mil… Sabemos que o intelecto de sua excelência fará de si uma personalidade certamente com as mesmas virtudes mil que qualquer discípulo da escola Grega de Sócrates (filósofo)… Sabêmo-lo igualmente pessoa serena e prudente, mas conforme sua excelência bem terá presente, os sofismas e os desígnios do nosso mundo são imprescrutáveis, nesta era dos novos deuses que são os mercados e os investidores…

    Ocupando sua excelência o lugar de destaque que ocupa em terras de Fernão Mendes Pinto e de Diogo de Azambuja, também nos parece que terá cultura superior em Economês, a nova língua universal de quantos povos habitam esta esfera planetária… Sabemos igualmente da sua abnegação e firme determinação revolucionária (quase que diria que cultivará e granjeará a sua pessoa uma espécie de cariz revolucionário como Che Guevara ou Simón Bolívar)… Mas tendo nós em tão pouco tempo assistido a tanto desenvolvimento tecnológico no concelho amado, advindo da sua iniciativa, tendo nós vislumbrado a instalação de infindas empresas de cariz tecnológico como já aduzimos em seu devido tempo, receamos a criação de uma bolha tecnológica que deite a perder todo o seu esforço e que leve de uma vez toda a prosperidade e pujança económica de que goza o concelho e a população residente em geral, que conforme bem saberá sua excelência, de há dois anos para cá passou a andar de Porsche Cayenne ou Ferrari e vai amiúde passar férias para o Dubai ou para as Seychelles…

    Peço-lhe que medite neste assunto e imploro-lhe que não me tome por um velho do Restelo, crítico e céptico perante a grandiosidade da obra tecnológica feita e alcançada por sua excelência mas creio que como cidadão se me impunha partilhar estas palavras consigo, em nome da causa pública que sei que tão bem defende!

    O meu bem haja Sôdôtôr!

  3. Zé da Gândara says:

    Sôdôtôr Torrão…

    Embalados pela sua visão um nadinha romântica do seu discurso e pela sagacidade de questões que o seu entrevistador imprimiu na peça jornalística (colocar questões incómodas a tão ilustre entrevistado deve ser do camandro, não vá tal conduzir ao saneamento do dito profissional jornalista à moda do que sucedeu com o saudoso José Saramago no Diário de Notícias), nem nos lembrámos do seu virtuoso combate empreendido contra as forças diletantes do Ministério da Educação, forças essas que encerraram duas escolas primárias no concelho, a saber, uma no Tojeiro e a outra na Portela…

    Ora, se bem nos lembramos, o Sôdôtôr empreendeu uma feroz luta contra essas forças contra-revolucionárias que se lhe opuseram e o desfecho foi uma mão cheia de nada… Vieram os cronistas do nosso tempo e do regime fazer a cobertura do assunto, gastaram-se uns trocados em providências cautelares e o resultado foi nulo…

    Nos nossos tempos de escola, havia a tradição de fazermos uma auto-avaliação no final de cada período lectivo, onde detalhávamos pontos positivos e pontos menos positivos (aquilo que hoje em dia se chamaria em Empresarialês como "Análise SWOT"), análise à qual se seguia uma hetero-avaliação para aferir se a forma como nos viam os demais cientistas de palmo e meio coincidia com a forma como nos víamos a nós próprios…

    Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades cuidamos não ser certo que no seu tempo de petiz fosse este o método de avaliação oficial do sistema de ensino…

    Contudo, atendendo à premissa de que se aprende todos os dias até à morte, cremos que lhe ficaria bem, aquando das odes à obra feita e das revoluções de que é o nosso Che Guevara, fizesse alusão igualmente às suas derrotas, como foi ocaso das escolas, uma estrondosa derrota à moda dos 3-0 sofridos ontem pelo Sporting frente ao Skënderbeu depois da triunfal vitória no Alvalade XXI ainda tão fresca na memória dos adeptos do clube cor-de-lagarto…

    É que, bem vendo as coisas, nem o exército Yankee, tido como o mais poderoso na actualidade e desde pelo menos a 2ª Guerra Mundial, colhe vitória após vitória sem sofrer a derrota da praxe, como seja o caso da Guerra do Vietname, onde os Yankees foram humilhados sem necessidade porque não eram contas para as quais fossem chamados, não fosse uma certa cegueira…

    O nosso bem haja e uma dose gratuita de humildade como tributo à sua eloquente e mui versada pessoa!

  4. Zé da Gândara says:

    Sôdôtôr Torrão,

    Quem também poderia investir em terras de Fernão Mendes Pinto seria seguramente o seu camarada Nicolás Maduro… Pelo que parece, esse seu camarada anda por terras do Velho Continente… Esperemos que o aborde com o seu charme que está para a política como o charme do magnânimo Toni Carreira para os elementos do sexo masculino das classes menos abonadas (sobretudo de inteligência) e consiga trazer para terras de MMV a sede da PDVSA… Aproveitaríamos seguramente a oportunidade de transformar MMV num verdadeiro Texas Tuga… Só nos falta o petróleo porque, bem vistas as coisas, temos rancheros em MMV de sobra para dar e vender… Sôdôtôr, a diplomacia económica é um must e as eleições autárquicas estão já aí ao virar da esquina… E há que apresentar obra, pois contando o Sôdôtôr com um dream team na vereação e sendo o Sôdôtôr o Máior, o nosso verdadeiro querido líder, urgem outros milagres e outras façanhas…

  5. Zé da Gândara says:

    Sôdôtôr Torrão… Sabe que apreciamos imenso o seu trabalho… Sabe igualmente que muito apreciamos os seus product placements benignos… E como tal, lamentamos não ter visto este product placement postado no seu trombasbook… Os seus assessores de comunicação andam a falhar… Lá por a página da CMMV parecer decalcada da RIA NOVOSTI nos tempos da saudosa URSS, não quer isso significar per si competência por parte dos seus assessores de comunicação, bem pelo contrário na medida em que existem outros canais de comunicação igualmente eficazes para o product placement da praxe, nomeadamente, o trombasbook onde sua excelência de tempos a tempos, debita umas pérolas 🙂

  6. Zé da Gândara says:

    Depois de o nosso querido líder ter conseguido imprimir uma revolução tecnológica no Texas Tuga, também se consta que terá andado por terras da Linha de Cascais a receber os louros da sua virtuosa gestão em terras do Texas Tuga… É portanto, uma personalidade multifacetada e ecléctica… E como os amigos se querem para a vida, o amigalhaço Emídio da Pitagórica também por lá esteve na entronização do confrade nosso querido líder! Nada melhor do que quando tudo acaba em bem e em família, logo quando o nosso querido líder é conhecido por ser intransigente defensor dos valores tradicionalistas da família, um verdadeiro pensador e activista dos tempos modernos, certamente inspirado na Antiga Escola Grega de que Sócrates (filósofo Grego) era o maior expoente… É o Máior o nosso querido líder e estou seguro que não tarda, o amigo Emídio da Pitagórica vai ter direito a ver o seu nome reflectido na toponímia do Texas Tuga!

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