Opinião – Pouca atenção no exercício de poder

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Rosário Pereira

Rosário Pereira

Ao passar um breve olhar sobre a primeira metade do mandato autárquico do executivo municipal da Lousã, não pode deixar de surgir em plano destacado o tratamento dado à questão dos transportes de que o concelho necessita.

Não é aceitável a forma teimosa e voltada contra os interesses locais como se apostou na destruição do Ramal da Lousã para deixar a população à espera de um substituto apregoado como a melhor solução. Fez-se a propaganda enganosa de um investimento num tal Metro Mondego que hoje mais não é do que um cemitério de betão e milhões de euros.

E a propaganda enganosa levou à corrida à construção desenfreada de habitação para quem ia ficar tão bem servido de transporte colectivo de e para a Lousã: mais milhões de euros enterrados num parque habitacional que hoje está em grande parte desabitado e a degradar-se. Em vez do comboio, circulam hoje “provisoriamente” há seis anos uns tantos autocarros com horários insatisfatórios a sobrecarregar as estradas que levam a Coimbra.

E é neste cenário que o poder autárquico continua cega e ruinosamente a defender que o Metro Mondego há-de ser o transporte para o desenvolvimento de que a Lousã precisa!

Outra questão essencial que, passadas quatro décadas de poder local, ainda está longe de cobrir, sequer, a freguesia sede do concelho é a rede de saneamento básico. Não é honrosa a posição que a Lousã ocupa quando comparada nesta matéria com os demais concelhos.

E que dizer do novo Centro de Saúde, construído de raiz já com várias e algumas graves insuficiências e localizado tão afastado do centro da vila, mais populoso, como de qualquer outra centralidade?

São alguns aspectos que destacamos como ilustrativos de um exercício de poder que responde à maioria absoluta que os votos lhe dão com pouca atenção aos interesses da maioria de quem vive o seu dia-a-dia nesta terra.

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