Opinião – Futuro é um exercício difícil

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Paulo Dias

Paulo Dias

A avaliação do desempenho deste executivo socialista deve merecer da parte da população de Soure as maiores reservas, o que, e em função da análise das políticas seguidas, perspectiva os próximos dois anos do nosso social e económico para uma enorme incógnita.

Uma apreciação que, de resto, se torna particularmente preocupante quando o que se constata no nosso Concelho é um défice, em níveis alarmantes, dos requisitos mínimos e essenciais para a dignificação das nossas vidas e para a qual não se vislumbra nem solução nem o seu esboço.

Destaco um caso que ilustra na perfeição este desnorte. Nos largos meses que antecederam a inauguração do Nó da A1 de Soure, gerou-se uma extraordinária turbulência com variadíssimas intervenções de repúdio e indignação face ao seu atraso. O Nó abriu, e até hoje, nem uma só palavra sobre os seus acessos. Percebe-se agora porquê.

Em entrevista a um jornal local, datada de 11/6/15, o presidente da Autarquia afirmou “A nossa preocupação estratégica nem passa por esta ligação mas sim a Oeste”. Não é necessário entregarmo-nos a grandes reflexões para concluirmos que, afinal, foi maior o devir de beliscar o governo de Lisboa que procurar potenciar esta “janela”.

Da falta de infra-estruturas que enobreçam a nossa cultura à inexistência de projectos com carácter diferenciador, da não protecção ao tecido comercial à indigência económica a que estamos votados, do lacunar saneamento básico à gestão autárquica sem transparência, o actual autarca parece ter-se despedido das suas funções confinando a Câmara Municipal a uma simples entidade pagadora de contas.

É exigível que, a par das sensacionais comunicações de rigor orçamental, Mário Jorge Nunes elucide os munícipes da sua estratégia para Soure.

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