Opinião – Dois anos de gestão tolhida na Lousã

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Carlos Alberto dos Santos

Carlos Alberto dos Santos

O balanço que o Bloco de Esquerda da Lousã faz destes dois anos em funções do executivo municipal local é francamente negativo.

Nas autárquicas de 2013, o PS manteve a liderança na Câmara e na Assembleia Municipal, mas também nas quatro freguesias, o que lhe confere condições únicas para ultrapassar os obstáculos ao desenvolvimento do concelho e à promoção de uma melhor vida dos cidadãos.

Coesão social, emprego e educação foram as prioridades que o PS elegeu para este mandato. Recorde-se que o então candidato Luís Antunes já era presidente da Câmara, após ter sido vereador e vice-presidente, desde 1997, por herança direta dos antecessores, Fernando Carvalho e Horácio Antunes.

A atual maioria tem estado muito longe de cumprir os objetivos que traçou. Duas obras importantes que já vinham de anteriores executivos – Centro de Saúde e Escola Básica 1,2,3 – foram inauguradas em agosto passado e em fins de 2014, respetivamente, ambas com longos anos de atraso e vicissitudes diversas.

Irresponsavelmente, a Câmara localizou estes equipamentos a vários quilómetros do centro da Lousã, criando problemas ao nível da mobilidade e do desenvolvimento urbano que não tem sabido minorar nem resolver.

Com menos movimento, a vila perdeu emprego, ficou mais insegura e com acrescidas fragilidades sociais e económicas, situação que foi agravada devido ao encerramento do ramal ferroviário da Lousã, há seis anos, com a promessa de um metro que nunca veio. Sempre com aplauso e cega teimosia da Câmara e do PS. Com esta gestão tolhida, não há coesão social que resista!

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