Apostar nas pessoas e num concelho da Lousã mais atrativo

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FOTO DB/LUÍS CARREGÃ

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Com metade do mandato autárquico cumprido, Luís Antunes, presidente da Câmara da Lousã, mantém algumas das preocupações que tinha quando iniciou funções – como o impasse no Metro Mondego – mas tem mais obras feitas para mostrar e outros projetos para o futuro.

Reforçar a atratividade e competitividade do concelho da Lousã continua a ser a preocupação que preside a muitas das decisões do autarca socialista e do executivo municipal que lidera.

Também por isso, as primeiras paragens e um breve périplo, de surpresa, a algumas das obras realizadas nestes dois anos de mandato, foram na Zona Industrial do Alto do Padrão, na parte mais antiga e na área de ampliação. Na primeira entrou em funcionamento, há alguns dias, um lagar moderno e totalmente automatizado, com capacidade para transformar, por dia, 36 toneladas de azeitonas em azeite. Trata-se da empresa Romazóleo II, propriedade de Roberto Simões, empresário que se mostrou satisfeito com as solicitações que já estava a receber por parte dos produtores locais, a par da produção para as suas próprias marcas.

Na Zona Industrial do Alto Padrão estão a funcionar 24 empresas. A área de ampliação, ali perto, já está concluída, com todas as infraestruturas, e é uma das várias obras realizadas nestes dois anos. Custou meio milhão de euros e servirá, preferencialmente, “para acolher empresas do setor produtivo”, explica Luís Antunes, admitindo que já foram feitos à câmara alguns pedidos de instalação.

A paragem seguinte é no Complexo Desportivo das Gândaras, onde foi colocado um relvado sintético e ampliado, com mais um andar, o edifício dos balneários e áreas administrativas e de apoio, obras que estão em curso e custam cerca de 240 mil euros.

Na área do desporto, de resto, foram ainda investidos, nestes dois anos, 200 mil euros no apoio financeiro ao associativismo e 280 mil euros para requalificar o Estádio Municipal Dr. José Pinto de Aguiar.

A área social está em destaque na obra que o autarca visita de seguida, o Centro de Dia de S. Miguel, em Foz de Arouce, cedido à Misericórdia da Lousã. Trata-se do antigo espaço de um ATL, que foi remodelado para ser agora um centro de dia para idosos. Esta é, aliás, a maior prioridade do jovem autarca da Lousã: que “os investimentos feitos continuem a ter um uso socialmente relevante”.

Apoios sociais

Esta preocupação está bem patente no orçamento da Câmara da Lousã, que atribui 1,5 milhões anuais para fazer face a apoios sociais de diversos tipos. “Apoio à juventude, à infância, aos idosos, mas também ao universo de apoios financeiros e logísticos que a câmara presta em diversas áreas, como o desporto, a cultura, a educação, e que consideramos investimentos muito importantes”, sublinha o presidente. O objetivo, reitera, “é reforçar a qualidade de vida e a coesão social” no concelho da Lousã.

“Temos vários eixos estratégicos, mas claramente o eixo central da nossa intervenção são as pessoas, e temos procurado que este investimento se traduza na qualificação das suas condições de vida”, conclui o autarca.

A última obra a ser visitda é literalmente “gigantesca”. Trata-se da recuperação das antigas instalações da fábrica de meias FAMACOPE, sedeadas numa zona central da vila, que foram adquiridas pela câmara. Naquele espaço, com cerca de 12 mil m2, será instalado o Centro Logístico da Câmara da Lousã, onde ficarão reunidos todos os serviços operacionais da autarquia, bem como o parque de viaturas.

Apesar dos tempos difíceis que vivem as autarquias, nestes dois anos, “só em empreitadas contratadas pela câmara municipal, foi feito um investimento global de cerca de 6,5 milhões de euros, na qualificação deste território e capacitação do concelho”, realça Luís Antes.

Desta verba, 2,3 milhões que dizem respeito ao valor pago, neste período, pela obra da nova escola, a EB 1,2,3, que apesar das várias vicissitudes, já está em funcionamento.

Neste investimento uma fatia importante foi dedicada ao turismo, nomeadamente à requalificação das Aldeias do Xisto. Esta é, aliás, uma área em que a autarquia também aposta para “o futuro da Lousã”.

FOTO DB/LUÍS CARREGÃ

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Ramal da Lousã tem que ter
“um serviço de qualidade”

O impasse na construção do Metro Mondego, ou de um serviço alternativo “com qualidade e seguro”, continua a ser uma das lutas do executivo municipal liderado por Luís Antunes. “O metro terá um impacto transversal no processo de desenvolvimento do concelho e da região, por isso esse continua a ser um dos assuntos prioritários e uma das lutas do executivo municipal e so concelho da Lousã”, admite Luís Antunes.

“Para nós é uma questão de justiça implementar-se uma solução que sirva com qualidade os cidadãos desta região, que permita reforçar a atratividade e competitividade do concelho e da região e rentabilizar o investimento que já foi feito”, acentua o presidente da Câmara da Lousã. E lembra que nas obras do metro, que agora estão paradas, já foram gastos cerca de 100 milhões de euros, que “serão desbaratados se as obras não tiverem continuidade”.

Quanto à mais recente solução avançada pelo último Governo – a instalação de autocarros elétricos entre Coimbra e Lousã –, Luís Antunes afirma que desconhece essa proposta. “Os municípios não conhecem essa solução alternativa”. Mas pretendem “ser informados, logo que possível, para avaliar se estão asseguradas questões que são essenciais para a implementação deste serviço no ramal da Lousã e também na cidade de Coimbra”, frisa o autarca.

Para o presidente Lousã, “a prioridade é que seja criada uma ligação ferroviária, cujo processo está preparado e é passível de ser candidatado a fundos europeus”. Mas diz-se, “não de forma oficial, que a União Europeia entende que o projeto do metro não tem uma relação custo benefício adequada. É importante discutir de forma séria esses elementos, de forma a ser dada uma resposta a esta região de Coimbra, a este universo de concelhos e de pessoas que necessitam de um transporte coletivo com qualidade, moderno, cómodo e seguro”, alerta Luís Antunes. E sublinha que, a avançar, o projeto do Metro Mondego deve ser concretizado no seu todo, entre Serpins e Coimbra, incluindo o ramal urbano de Coimbra.

Traçado do novo IP3

Outra prioridade nas acessibilidades é o traçado da Via dos Duques (novo IP3). Luís Antunes defende uma solução que, fazendo a ligação Coimbra-Viseu, “sirva de forma mais alargada um conjunto maior de concelhos, que estão carentes de acessibilidades rodoviárias. Esta é a solução que consideramos mais adequada a um desenvolvimento mais integrado de toda a região”, afirma.

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