PJ deteve 350 traficantes de droga e quase 200 presumíveis homicidas

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almeida rodriguesAlmeida Rodrigues

Apenas cerca de 40 por cento dos 1.665 detidos pela Polícia Judiciária no ano passado ficaram preventivamente atrás das grades, após serem ouvidos pelo juiz em primeiro interrogatório. Destes, 203 são presumíveis homicidas, 190 são alegados violadores ou abusadores de crianças, 90 são acusados de sequestro (muitos deles dentro da própria família), e apenas 31 são suspeitos por corrupção e fraude fiscal, revelou hoje o diretor nacional da PJ.

Almeida Rodrigues disse isto na sessão comemorativa dos 70 anos da PJ, presidida pela ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, que hoje reafirmou estar de saída de funções, mas prometendo continuar ao lado desta polícia no “combate da cidadania” contra o crime.

Voltando aos números, há ainda a registar, no balanço da PJ, 105 incendiários, 356 alegados traficantes de drogas, 16 traficantes de pessoas e 62 indiciados por burla e crime informático.

O diretor da PJ (que foi subdiretor nacional-adjunto na Diretoria de Coimbra de 2006 a 2008) sublinhou que a PJ apreendeu mais de seis toneladas de cocaína e mais de 23 de haxixe, 12 embarcações utilizadas em crimes , 368 viaturas e 630 armas de fogo.

Além disso, a polícia de investigação arrestou 595 imóveis, apreendeu 15 milhões de euros e indicou a necessidade de fazer a suspensão de operações financeiras avaliadas em 58 milhões de euros.

Almeida Rodrigues garantiu que a PJ faz um “combate sem tréguas” à criminalidade grave, complexa, organizada ou de cariz internacional. Numa alusão à despedida da ministra da Justiça, Almeida Rodrigues sublinhou que a PJ não esquecerá que Paula Teixeira da Cruz “sempre se pautou pela defesa intransigente do modelo organizativo” da PJ.

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