Manuel Machado (PS) diz que “convém” ao PCP e Bloco a “vitória da direita”

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O dirigente socialista Manuel Machado acusou o Governo de ser responsável pelo “maior esbulho de sempre” aos bens das autarquias e acusou PCP e BE de quererem a direita no poder ao fazerem do PS “o inimigo“.

Manuel Machado, presidente da Câmara de Coimbra e da Associação Nacional dos Municípios de Portugueses (ANMP) falava no comício do PS, no pavilhão dos Olivais, numa intervenção de ataque cerrado ao executivo PSD/CDS-PP, mas também ao PCP e ao Bloco de Esquerda (BE).

PCP e BE, “ao fazerem do PS o inimigo limitam-se a ser partidos do protesto. Eles querem a direita no poder. Convém-lhes isso e é inaceitável ouvir-se o Bloco de Esquerda a dizer que defende a democracia e o PS tem dias. É inaceitável”, declarou o presidente da Câmara de Coimbra.

O presidente da ANMP advertiu depois que esta “é a hora da decisão”, sobretudo “para cidadãos que vivem desesperadamente por causa da política da direita radical”.

“Cortes salariais, nas pensões e nos apoios sociais – cortes que só não foram mais danosos porque o Tribunal Constitucional os impediu de ir mais longe. E muito mais, como o colossal aumento dos impostos em nome das contas públicas”, disse.

De acordo com Manuel Machado, o défice continua “desenfreado, estando já no dobro do previsto, e a dívida pública já vai nos 229 mil milhões de euros”.

“Este Governo centralista é responsável pelo esbulho dos bens públicos dos municípios, como é o caso da água, que o Governo quer retirar para privatizar. É preciso castigar nas urnas estes quatro anos de Governo PSD/CDS”, apontou.

Num discurso muito aplaudido, a cabeça de lista do PS por Coimbra, a professora universitária Helena Freitas, considerou que os valores programáticos dos socialistas estiveram bem traduzidos na ação do falecido Mariano Gago como ministro da Ciência nos governos de António Guterres e José Sócrates.

Helena Freitas também salientou que o PS “é o partido dos direitos sociais”, tendo como objetivo “a construção de uma sociedade inclusiva”.

No primeiro discurso, o presidente da Federação de Coimbra do PS, Pedro Coimbra, defendeu que o comício no “histórico” pavilhão dos Olivais “é um dos maiores da presente campanha eleitoral”.

“Só há duas opções, um Governo de direita, liderado por Passos Coelho, ou um Governo do PS, liderado por António Costa. Não há nenhum outro partido capaz de governar. Todos os votos que não sejam no PS serão votos na coligação de direita”, sustentou.

Mas Pedro Coimbra atacou especificamente a CDU e o líder da Federação Nacional de Professores (FENPROF): “Onde esteve estes anos Mário Nogueira, que tantas manifestações promoveu contra os governos do PS?”, questionou.

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