Opinião – Este país não é para velhos: é livro e filme

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Gonçalo Reis Torgal

Gonçalo Reis Torgal

Ajustam-se-nos como uma luva, embora cenário e acção se passem noutro país atravessado pela histórica Route 66 velha pradaria dos cowboys, que poria os cabelos em pé a Eduardo Torres, tal o número de moinhos para aproveitamento eólico, cogumelos que distorcem a paisagem, mais que os poços de petróleo que hoje a marcam, mas enchem os cofres de um país obcecado pelo dinheiro. Foi aí, que tudo se lembrou.

“É o novo thriller dos galardoados Joel e Ethan Coen, baseado no aclamado romance do vencedor de um prémio Pulitzer, Cormac McCarthy.” O tempo é o hoje com ladrões não já traficantes de droga e influências, nos extremos da corrupção e prepotência, em jogo de traição e mentira, onde só a força é lei, contra a qual os “velhos” não podem lutar e não podem viver.

“Com temas tão antigos como a Bíblia e tão sangrentos como os títulos dos jornais actuais, Country for Old Men” é o retrato do pais que temos, se adaptado ao tempo e espaço.

Igual corrupção, prepotência, medo, face ao roubo, à mentira, nepotismo partidário, violência física (nas ruas) e moral (no governo a roubar os “pobres”), incompetência ideológica dum neo-liberalismo feroz, onde os “velhos” são impotentes, que “Este país não é para velhos”. Quiçá não só o país – o Mundo, sobretudo esta Europa, sem valores além do dinheiro.

Quando saí de Portugal a inquietação eram os refugiados. Regresso e está no auge, manobrada pela demagogia, a tolice (da invasão), que não ataca o problema na raiz pelo que ganha vulto o mar de lágrimas. E voltam, na vergonha, os campos de concentração.

Cá, um Governo que desprezou e roubou os “velhos” a eleiçoeiramente legislar contra os que os maltratam ou abandonam. Seria ele o primeiro prevaricador e consequentemente o primeiro a ser punido, se houvesse Justiça, que falta, talvez, porque tutelada por uma ministra prepotente e ignorante que a avilta e dificulta, e a um tempo desertifica o país.

Desampara as crianças faltando-lhes com o apoio social, obrigando a família a novos manuais, enricando as editoras. Persegue a APPACM de Viana, que procura superar a incapacidade do governo face aos desamparados.

Mente sobre as melhorias na saúde. Fecha sete unidades de saúde familiar em Oliveira do Hospital. Filas de espera (SIC) desde as 6 da manhã, onde mais de metade não arranja consulta e é convidada para igual inferno 3 meses mais tarde. Piora o SNS.

Prossegue no assalto aos pensionistas e reformados ameaçados de um corte, garantido a Bruxelas, de mais 600 M/€.

Ataca a tradição, com a ASAE, proibindo na Romaria/Feira de Porto de Ave, os celebrados Bifes de Porto de Ave, há séculos, sem algo que indicie perigo alimentar,.

No plano educativo ataca encarniçado uma pedagogia séria, com o crescente aumento dos centros educativos, negando rudimentares princípios pedagógicos que de Radice à nossa conceituada Maria Borges de Medeiros, deram métodos de reconhecido valor, (João de Deus) e místicos da Educação como Sebastião da Gama, hoje sem lugar, nesta mixórdia que dizem Educação, como não teria o dedicado Homem da Educação (saneado na insensatez do PREC), Calvet de Magalhães, bem assim como destroi o Ensino Artístico.

Na economia uma dívida impagável, impagável que quer calado para enganar os mercados, como se estes, que já mamaram nas tetas até secarem, fossem tão tolos, como são alguns portugueses, enrolados nas mentiras do “patranheiro mor” Coelho Passos Pedro (CPP). E sigo a ver os burlados do BES, feito Novo Banco, cuja venda mais faz parecer Carlos Costa um taberneiro a vender mau vinho, que Presidente do BdP. Venda com mais roubo ao contribuinte. Isto apesar da mentira com que CPP pretende enganar os “pacíficos revoltados”, indo de mentira em mentira até à mentira final, quando voltará a haver “choro e ranger de dentes” e inútil: “se eu soubera…”

Objectivemos.

Que país é este que CPP nos projecta paradisíaco?

Semi-protectorado empobrecido; um povo com fome, sem educação capaz; sem acesso à justiça; precário acesso à Saúde; vivendo na maior austeridade, onde os ricos, corruptos ou não, tiram todo o proveito do que aos “pobres” é roubado; ataque por acção ou omissão aos “velhos” e às crianças, sendo que uma em cada 3 crianças é subalimentada; PPP, Parque Escolar, A.E., gritando roubalheira e compadrio; bandalheira no proceder bancário com a Tutela desatenta, desinteressada ou cúmplice; país vendido ao desbarato (foram-se anéis e dedos), entregando a chineses e à cleptocracia nepotista de Angola as fontes de produção; despovoamento do interior; política de estrangeiros acompanhando o que de mais desumano tem a política europeia.

 

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