Feira de São Mateus abriu espaço para repositório de memórias

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Ao atingir dez dias de funcionamento, a 623.ª edição da Feira de São Mateus já pode fazer um primeiro balanço. Com um orçamento que ascende a 1,2 milhões de euros, decorre até dia 13 de setembro, com um novo ‘layout’ e “o cartaz mais arrojado de sempre”.

A edição de 2015 tem na recuperação do antigo ‘picadeiro’, avenida central de passeio até ao palco, uma das novidades mais marcantes.

Entre as coisas novas está também a inclusão de um saco de boxe itinerante destinado “a quem gosta de dizer mal da Feira de São Mateus”. Mas há uma história para contar.

Farturas, novidades tecnológicas e artesanato estão no topo das memórias de Marta Lemos, que, depois de passar por dezenas de edições da Feira de São Mateus, em Viseu, deixou registadas vivências que vão ajudar a traçar a sua história.

Aos 73 anos, são muitas as recordações que esta mulher de Silgueiros guardou das suas inúmeras visitas.

“Era uma alegria trazer os meus filhos quando eram pequenos, para darem uma voltinha pelos ‘carrinhos’. Passeávamos, fazíamos compras, era um dia bem passado”, contou.

O testemunho de Marta Lemos e de outras dezenas de visitantes foi deixado na “Ilha da Memória”, um espaço do evento destinado ao registo, em vídeo ou através de um mapeamento, de memórias relevantes da mais antiga feira franca viva da Península Ibérica.

De acordo com o adjunto do presidente da Câmara de Viseu, Jorge Sobrado, este é um espaço que visa ainda a recolha de cartazes, bilhetes, fotografias ou programas antigos que sirvam para documentar a história e uma época deste certame.

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