Cinco peregrinos morrem em Cernache

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Foto: David Fernandes

Foto: Bombeiros Condeixa-a-Nova

Foto: Bombeiros Condeixa-a-Nova

O despiste de um automóvel, na descida de Cernache para Condeixa, no IC2, provocou esta madrugada cinco mortos – todos peregrinos de um grupo oriundo de Mortágua.

O grupo de peregrinos contava cerca de 60 pessoas e incorporava um conjunto de escuteiros. Um dos mortos, de 17 anos, era mesmo membro do Corpo Nacional de Escutas.

Os restantes falecidos são um rapaz, de 18 anos, e duas mulheres jovens e um homem de cerca de 50 anos, informou fonte dos bombeiros.

Quatro das vítimas morreram no local do acidente. Um quinto ainda foi transportado ao CHUC, onde foi declarado o óbito, contou fonte oficial.

Ao serviço de urgência do hospital de Coimbra foram ainda transportados cinco outros feridos. Um deles, o condutor do automóvel, um jovem de pouco mais de 20 anos, apresenta ferimentos ligeiros, apurou o DIÁRIO AS BEIRAS.

Fonte policial esclareceu que o carro que entrou em despiste, um Audi A4, com matrícula de 1995, transportava outros jovens, do sexo masculino, que não sofreram ferimentos.

O acidente ocorreu cerca das quatro da manhã. Fonte dos Bombeiros Sapadores de Coimbra refere que o alerta para o INEM aconteceu às 03H48.

O local do acidente integra-se num dos “troços negros” do IC2. Neste ponto – a descida de Cernache para o cruzamento de Orelhudo, no sentido Coimbra-Condeixa -, as autoridades tinham mesmo suprimido uma das três faixas, reservando-a justamente à circulação de peregrinos.

Aos jornalistas, no local, um graduado da GNR de Coimbra lembrou os cuidados a ter nesta altura do ano, quer pelos peregrinos (que devem seguir bem identificados e iluminados, respeitando as bermas) quer pelos automobilistas.

O capitão Sandro Oliveira acrescentou que estão sinalizados percursos alternativos que garantem mais segurança aos peregrinos.

 

(em atualização)

2 Comments

  1. e triste

  2. Filipe Santos says:

    Bom dia,
    Só quem mora perto daquele local é que se apercebe do perigo que ali espreita, antes da renovação da via à cerca de 4 ou 5 anos a curva mais abaixo era perigosa, mas como tinha desgaste e alguns buracos, o pneu acabava por "agarrar" no alcatrão, agora depois da recuperação e rectificação da via, esta está seguramente pior que estava, não sou técnico nem engenheiro, mas até um leigo se apercebe que a inclinação da curva é perigosa, os veios de agua que percorrem por baixo da estrada até de verão a mantem molhada, e a protecção central em betão, que já por mais de uma vez foi requerida, solicitada e "abaixo-assinada". tendo como resposta que a via ficava muito estreita.
    Agora com mais esta preocupante noticia e desgraça para quem lá ficou e perdeu entes queridos, "pode ser" que alguem que está sentado numa secretária e ver as noticias como eu, comece a coçar na cabeça e a rezar a todos os santinhos para que as familias das vitimas não levantem um processo crime contra a Estradas de Portugal pela falta de segurança naqueles 300 metros de estrada, que quanto a mim não só foi mal calculado a faixa de drenagem do pavimento como o material utilizado é de baixa qualidade, ou não teriamos estes problemas tão frequentes naquele local.
    Regra geral no nosso País, o troço é perigoso? Não se retifica, baixa-se a velocidade máxima e tá a andar de mota. Alguém executou mal a obra e poupou no material para outro alguem ganhar uns trocos? Não tem problema, agora até tem um sinal luminoso a avisar o perigo e a guarda até costuma estar lá com o radar, portanto se escapar da primeiro despiste, depois já tem mais juizo.
    Enquanto no nosso País o Povo for assim pacifico e se encontrar sempre desculpa para tudo, não vamos lá, conheço bem aquele troço e digo com toda a confiança que é dos mais perigosos do Distrito de Coimbra.
    Paz ás almas que lá ficaram, e as condolencias á familia!

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