Opinião – Uma revolução inteligente

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Gil Patrão

Gil Patrão

Ainda há pouco discutíamos as razões de termos falhado todas as fases da Revolução Industrial, da que, com a máquina a vapor transformou a manufatura, à que promoveu a eletrificação de processos e a que, há pouco, fez avançar a automatização de processos com CNC´s (máquinas e equipamentos de comando numérico).

A todas chegámos atrasados pela pobreza, ligada à falta de rigor na gestão pública e privada, e por não termos apostado na educação massiva do Povo! Em plena revolução digital, iniciada na última década do século passado, falar na evolução revolucionária da economia digital, que continua a ser algo industrial mas respeita aos serviços e é parte substantiva do mais avançado conhecimento humano, faz sentido.

Em breve a economia digital será comandada por sistemas que porão a comunicar entre si máquinas e equipamentos dotados de sofisticadas formas de inteligência artificial tão elevadas, que parecerão humanas. Mas, para isso acontecer, as comunicações terão de ser quási instantâneas!

Esta evolução natural, mas revolucionária, de que tanto ouviremos falar, terá por base a quinta geração das redes de comunicações sem fios, conhecida por 5G, em que a União Europeia tanto se empenha que disponibilizou 700 milhões de euros para apoio aos programas de I&D no “Horizonte 2020”, para além dos 315 mil milhões de euros, previstos no plano Juncker para investimentos privados, e que Alemanha, França, Itália e Espanha acabaram até por duplicar!

Sendo essa futura inovação transversal a todos os setores de atividade humana, há que estabelecer competências na Sociedade para a acompanhar e antecipar o futuro próximo, em que tudo girará em torno da troca instantânea de informação, e do processamento informático de dados, cada vez mais distantes dos humanos, por muito que estes sejam os destinatários de tanta tecnologia, e sejam também eles, alguns dos operadores de computadores e microprocessadores.

O futuro da economia digital coloca, desde já, a literacia tecnológica em novos e mais exigentes patamares de excelência. Por isso é vital darmos um passo de gigante, para que as nossas gentes dominem princípios, técnicas e ferramentas de acesso e gestão do conhecimento digital. Se critico erros crassos de governação cometidos por Sócrates e seus ministros, louvo a antecipação do ”Magalhães” e a opção do ensino de inglês desde cedo, como bases da evolução em curso!

O ensino de inglês como segunda língua já devia vigorar em todos os graus de ensino, do pré-primário ao secundário. E em todos os anos de qualquer curso do ensino universitário, pelo menos uma disciplina curricular devia ser lecionada e avaliada em inglês, sem aí se utilizar, a qualquer título, o português, nossa língua-mãe.

Assim como o ensino da informática, em termos de utilização prática e entendimento das bases e domínio dos sistemas operativos, não pode ser mais adiado em todos os graus do ensino obrigatório, se pretendermos acompanhar o Mundo. Informática, inglês e inteligência artificial “é tríade que veio para ficar”, o que impõe profunda revolução do ensino, “urbi et orbe” e para todas as idades! Seremos capazes, por uma vez, de antecipar no imediato as necessidades da Sociedade, ou falharemos de novo o nosso Futuro?!

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