“Ausência de gestão e ordenamento florestal vão gerar situações de alto risco de incêndio”

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Foto Carlos Jorge Monteiro

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“Por mais musculado que seja o dispositivo de combate, por maior que seja a competência e resiliência dos operacionais e por mais coordenado que seja o planeamento de meios, ele poderá ser sempre insuficiente, se não existir uma mudança na política de ordenamento, na alteração dos comportamentos de risco e no reforço dos sistemas de prevenção estrutural e da vigilância da nossa floresta”.

Assertivo nas palavras, o presidente da Câmara de Penela deixou um alerta para todos e reconheceu que “infelizmente, nos últimos anos, se tem assistido a uma crescente desconsideração pelo planeamento, ordenamento e gestão florestal subordinados a regras desadequadas, com clara opção de uma política de reflorestação que tem expressão num coberto florestal tomado por uma expansão massiva de monoculturas que aumentaram substancialmente o risco e a propagação de incêndios”. Situações que, como reforça, “dificultam as operações de combate aos incêndios”.

Luís Matias falava na cerimónia que ontem testou, no Espinhal, o dispositivo especial de combate a incêndios florestais e que foi presidida pela ministra da Administração Interna. O autarca não mostrou receio das palavras e avançou contra a mais recente legislação florestal que “vem propiciar a captura dos territórios pelas monoculturas, desconsidera a implementação de modelos de gestão florestal sustentável adaptadas às condições ecológicas locais ou à necessidade de reduzir a biomassa”.

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One Comment

  1. MARIA MARTIMS says:

    Eu na minha modesta opinião acho que se devia rever o planeamento do territorio sim. Mas tambem acho que se a lei fosse aplicada como devia no que diz respeito a limpeza das matas por vezes não se passava o que se passa quando há os incendios, agora para se fazer uma constução nos aldeias e até em certas vilas temos que ter um terreno com bastantes metros visto que se o terreno do vizinho tiver vegetação o que na maior parte das vezes quer dizer mato,silvas,troncos velhos e deixados no meio de tudo aquilo ,nós não podemos construir a menos de 50m do marco.Será correto isto ,porque não por os ficais das camaras a ver antes estas faltas de limpeza nestes locais e ai sim fazer valer a lei o limpa ou aplica-se a dita coima .Porque antigamente não se via nada do que se ve hoje os terrenos andavam limpos pelo menos em volta das povoaçoes .

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