Associação elogia recuperação ambiental em minas da Guarda

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O presidente da Associação Ambiente em Zonas Uraníferas (AZU), António Minhoto, considerou hoje positiva a recuperação ambiental nas minas do concelho da Guarda, mas lamentou que a medida seja parcial e chegue atrasada.

“A AZU congratula-se com esta evolução anunciada para as minas da Guarda, algumas abandonadas há mais de 50 anos. Achamos essas notícias positivas, mas lamentamos que aconteçam em termos parciais e que não tenham ficado prontas em 2013”, disse.

A Empresa de Desenvolvimento Mineiro (EDM) anunciou a semana passada um investimento de 2,5 milhões de euros em obras de remediação ambiental nas áreas mineiras de Prado Velho, Forte Velho e na antiga fábrica de rádio de Barracão, na Guarda.

O auto de consignação da empreitada da obra vai começar em breve e terá um prazo de execução de 238 dias.

António Minhoto recordou que a associação a que preside tem vindo a insistir, ao longo dos anos, na recuperação ambiental de todas as minas do país, tendo mesmo apresentado, em 2004, uma queixa na Comissão Europeia, através da qual “foi denunciado um dos casos mais graves do país: as minas da Urgeiriça”, no concelho de Nelas, distrito de Viseu.

“Em 2004, o Governo deu um prazo de nove anos para concluir todos os processos de recuperação das minas do país. Na altura, a AZU contestou esse dilatar de tempo, pois algumas minas já estavam encerradas há mais de 50 anos, mas 2013 chegou sem que se tivesse cumprido o acordado”, referiu.

Na sua opinião, “estas recuperações não podem continuar a arrastar-se no tempo e serem feitas aos bochechos”, já que “dizem respeito a situações graves em termos ambientais, muitas delas junto de populações”.

“Queremos que tudo se resolva rapidamente. Por isso, solicitámos uma audiência à EDM, que esperamos que se realize até 03 de abril. Se não houver compromissos por parte da EDM, de que as coisas vão ser recuperadas com urgência, vamos junto da Comissão Europeia voltar a apresentar queixa contra o Estado Português”, alertou.

O presidente da AZU aproveitou ainda para criticar os que vêm a público dizer que as minas de Portugal estão na vanguarda.

“Isso não é verdade, mesmo no distrito da Guarda, depois destes três casos, ainda há minas para recuperar, como é o caso de Gouveia e Seia. Assim como no distrito de Viseu, com parte da Urgeiriça, ou no concelho de Mangualde e Tábua, com situações graves em termos ambientais que continuam por resolver”, concluiu.

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