Politécnico de Castelo Branco propôs 23 cursos técnicos superiores profissionais

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O Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB) apresentou 23 propostas de cursos técnicos superiores profissionais para o próximo ano letivo e grande parte delas pretendem substituir os cursos de especialização tecnológica (CET), foi hoje anunciado.

“Apresentámos 23 propostas para cursos técnicos superiores profissionais, grande parte delas para substituir os CET que ficamos impedidos de lecionar a partir de 2015-2016”, disse o presidente do IPCB, Carlos Maia, à agência Lusa.

Apesar de a instituição ter apresentado estas 23 propostas para o próximo ano letivo, Carlos Maia mantém uma posição de coerência e adianta que continua a pensar que não devem coexistir cursos técnicos profissionais enquanto houver CET, que podem continuar a ser lecionados em outras instituições.

“Os CET podem continuar a ser lecionados em instituições que têm uma intervenção na avaliação dos cursos [técnicos superiores profissionais] que estamos a propor, como é o caso do Instituto do Emprego e da Formação Profissional (IEFP), o que é perverso”, afirmou.

Carlos Maia adianta que aquilo que sucede neste momento “é que o IEFP está a dar pareceres sobre os cursos técnico superiores profissionais que as instituições de ensino superior estão a propor, quando eles próprios [IEFP] vão poder continuar a lecionar CET”.

“Quer queiramos ou não, o campo de recrutamento é seguramente o mesmo, até porque neste momento são ainda os dois cursos de nível 5”, adiantou.

O presidente do IPCB sublinha que as propostas para cursos técnicos superiores profissionais foram submetidas dentro do prazo limite.

“As 23 propostas foram todas submetidas dentro do prazo limite, que era 31 janeiro. Pedimos os pareceres ao IEFP e à Agência Nacional para a Qualificação e Ensino Profissional (ANQEP), apesar de discordarmos totalmente dessa metodologia”, sustenta.

Carlos Maia explica que a tutela do IPCB é a Secretaria de Estado do Ensino Superior e a Direção-Geral do Ensino Superior.

“Não tem que ser o IEFP e a ANQEP a dar pareceres sobre o trabalho executado por um conselho técnico e científico em que todos ou grande parte dos colegas são doutorados. Não reconheço sequer ao IEFP e à ANQEP competência para se pronunciarem sobre aquilo que um conselho técnico e científico faz”, disse.

O IPCB fez um estudo de mercado e reuniu com o tecido empresarial da região para saber quais são as principais necessidades do mercado.

“Apesar de formarmos para o mundo, prioritariamente é para a região onde estamos inseridos”, conclui o presidente do IPCB.

No próximo ano letivo, alguns institutos politécnicos vão ter cursos técnicos superiores profissionais de nível cinco, que se distinguem das restantes ofertas de ensino superior por serem mais curtos (dois anos) e terem um primeiro ano de componente geral mais forte e um segundo ano com uma componente de formação profissional em sala de aula e estágio.

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