“Consórcio com Universidade de Aveiro e UBI é para avançar ainda este ano”

João Gabriel Silva. FOTO DB/LUÍS CARREGÃ

João Gabriel Silva. FOTO DB/LUÍS CARREGÃ

Candidata-se a um novo mandato para reitor da Universidade de Coimbra. Tem novas ideias para a instituição?

Sim, acho que ainda tenho ideias. Podiam ter-se esgotado, mas ainda não se esgotaram. A ideia que eu tenho para a Universidade de Coimbra (UC) mantém a sua atualidade, embora com alguma atualização.

Uma dessas ideias passa pela criação de um consórcio entre as três universidades da região Centro: Coimbra, Aveiro e Beira Interior.

Sim, estão em curso as negociações. Neste momento, ainda não tenho muita coisa a dizer, a não ser que temos que juntar forças. Há muitas coisas em que podemos colaborar, muito mais do que o temos feito. Tendo em conta o desafio global, todas as forças são bem-vindas.

Mas esse consórcio funcionará à semelhança do que foi feito no norte, com as universidades do Porto, Minho e Trás-os-Montes?

Sim, aquilo que faremos no Centro terá semelhanças grandes com aquilo que foi feito no norte.

E será para quando?

Será este ano. Só se houver um percalço grande…

A Universidade de Coimbra pode ganhar dimensão com a criação deste consórcio? É isso o que se pretende?

Tudo isto está pensado para uma projeção além fronteiras. Nós, vistos de fora de Portugal, somos muito pequenos. Portanto, mesmo juntando forças, o caminho não é fácil. Visto de dentro de Portugal, há sempre alguma competição entre faculdades, inevitavelmente. Por isso, poderia haver gente a defender mais distância. Mas, vistos de fora, mesmo juntos, os desafios são enormes. Para mim, o dilema básico com que a UC se defronta, neste momento, é saber se vai aceitar transformar-se numa pequena universidade regional ou se aceita o desafio da globalização. Na minha opinião – e tendo em conta a formação das duas áreas metropolitanas [Lisboa e Porto], que tudo aspiram à volta –, se nos limitarmos às fronteiras, vamos transformar-nos numa universidade regional. Mas se a UC tiver um tamanho ajustado à região onde está e à população dessa região, pois terá um terço, ou um quarto do tamanho. É algo completamente diferente. Temos que olhar para fora. Existe um grande défice de ensino superior de qualidade no mundo. Temos que tentar responder a uma pequenina parte desse défice.

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One Comment

  1. Henrique Costa says:

    Acho que é uma decisão do tipo "seguir o que está na moda". Temo que no final vai ser como o que se viu com a Comunidade Intermunicipal de Coimbra. Como Coimbra não tem peso suficiente para liderar inquestionavelmente e no final Coimbra porque tem mais peso consegue a maior parte dos ganhos mas depois o grupo não vai reconhecer a liderança de Coimbra e quererá uma distribuição equitativa… portanto iremos apenas partilhar as receitas mas assumir a maior parte das despesas!!!

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