Carne suculenta em caçoila de barro preto é imagem de marca gastronómica

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FOTO LUÍS CARREGÃ

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Degustar um dos mais típicos pratos da gastronomia regional, aproveitando uma rede de 18 restaurantes especializados na confeção da chanfana, é a proposta que a Lousã apresenta até 1 de março.

É uma oportunidade para que, ao longo de 10 dias, os restaurantes aderentes do Festival Gastronómico da Chanfana mostrem o que valem, não só em relação aos pratos de carne – especialmente a chanfana e negalhos – mas também entradas e sobremesas doces.

Constata-se que as ementas são preparadas sob um critério específico, baseado na tradição da cozinha regional, mas abrindo espaço para que os profissionais de cozinha possam inovar, adaptando algumas ementas aos novos paladares.

As sobremesas, a exemplo das três edições anteriores do festival, são produzidas com base em produtos endógenos, nomeadamente a castanha e o mel DOP Serra da Lousã, o Licor Beirão e a pastelaria tradicional.

Para o presidente da câmara municipal, Luís Antunes, é de sublinhar “a motivação, mobilização e interesse demonstrado pelos empresários e profissionais de hotelaria e restauração do concelho que participam nos diversos festivais e iniciativas promovidas pela câmara municipal”.

O autarca entende que a gastronomia “é um fator de atração importante” que, no seguimento da política definida para o turismo, “importa explorar, recuperando os hábitos e costumes da população”.

Prato típico de origem serrana

Na realidade, a chanfana tornou-se um prato típico que terá tido origem entre as gentes serranas deste território, mas que, rapidamente, obteve expressiva recetividade na vizinhança, alargando a sua área de influência até à capital do distrito: Coimbra.

O prato é muito apreciado em qualquer época do ano, embora seja associado, ainda hoje, às festividades religiosas anuais, não só na Lousã, mas também nos concelhos limítrofes.

Aliás, os casamentos tradicionais que, ainda atualmente, se realizam não prescindem da chanfana na ementa, motivo porque era designada “Carne de Casamento”.

De acordo com os especialistas, há um fator extremamente importante para o sucesso destes pratos, que se prende com as condições de cozedura: tanto a chanfana, como os negalhos são cozinhados em caçoilas de barro tapadas com diversas folhas de couve.

A importância do barro e do calor do forno

Outro fator determinante para obter o ponto ideal de fervura é o forno de lenha, considerado também elemento fundamental na cozedura da broa. O forno é previamente aquecido e, depois de fechada a designada “boca”, deve ser vedado com barro.

Como este tipo de prato não é consumido no próprio dia, é muitas vezes mantido no forno até à hora de ser levado à mesa. Nessa altura o barro é picado para abrir a porta e a caçoila é retirada e colocada junto à lareira.

Tal como tem acontecido nas três edições anteriores deste festival gastronómico, a iniciativa é apoiada pela Turismo do Centro, Licor Beirão, Cooperativa Lousãmel e Fábrica de Pastelaria São Silvestre.

One Comment

  1. Boa tarde, onde encontro um restaurante desta rede na região? Obrigada.

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