Opinião – “Aspones”… as inutilidades que crescem como papoilas

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Luís Santarino

Luís Santarino

Finalmente alguma coisa parece começar a mudar. O tema regionalização vai estar na ordem do dia. Vai ser vê-los, de agora em diante, a acotovelarem-se para aparecerem na linha da frente! Do tacho, naturalmente! O primeiro passo foi dado. António Costa está a fazer um “bonito” percurso, sem adiantar nada do que alguns jornalistas desejam saber.

António José Teixeira não se portou bem na entrevista que conduziu. Quis colar António Costa a afirmações do Presidente da República na sua mensagem de Ano Novo. Esquivou-se e bem, não dando importância ao que na realidade não tem. Claro que poderia ter tido alguma importância, mas “aquela coisa” de dizer que o BES era um banco sustentável, acabou com a pouca credibilidade que ainda lhe restava.

Mas estava a falar de regionalização que é algo de futuro. Não vale a pena esgotar palavras com o passado. Triste passado, aliás!
Coimbra e as capitais distritais vão ter uma responsabilidade acrescida em vários domínios.

É evidente que cada um vai querer “puxar a brasa à sua sardinha” e querer encontrar argumentos para qual delas deverá ser a capital da região.

Será isso importante agora? Tenho poucas dúvidas acerca disso. O histórico e a história ensinam-nos que é necessário ter notoriedade para ajudar a desenvolver uma região. Coimbra, portanto! Para além disso, é necessário encontrar soluções que permitam que a geografia económica e social se encontrem, em favor do desenvolvimento das organizações e dos cidadãos.
Eu gosto pouco de técnicos que viram políticos por força da lei.

É o que tem acontecido ultimamente, no pressuposto que os técnicos têm uma visão mais vasta que os políticos. Nada mais errado. Os técnicos dão pareceres, mas os políticos decidem. Quando se subverte este princípio, o desastre está ao virar da esquina. Mas pior do que os técnicos que viraram políticos, são “os aspones – assessores de porra nenhuma” que germinam na política como papoilas, mas que nada sabem e de nada percebem. Inutilidades…

A nossa região vive o drama da tecnocracia. Sem visão nem estratégia nada se conquista! Estamos numa fase decisiva, já que, antecipar o acontecimento, não é a melhor, mas a única forma de ganharmos tempo e decidir bem.
O Partido Socialista definiu uma fórmula – eleições primárias – para encontrar soluções que se ajustem às necessidades das regiões e do País.

Estou convencido que outros se lhe vão seguir, naturalmente o Partido Social Democrata, no pressuposto que uma solução governativa de futuro poderá e deverá também passar por uma aliança alargada.

Envolver os cidadãos nas decisões é determinante para a democracia e o seu aprofundamento. Temos de exigir do “poder central” apoios para a construção da autoestrada Coimbra/Viseu, do metro ligeiro de superfície entre a Lousã, Coimbra e o litoral centro, assim como a adaptação da base aérea de Monte Real para voos comerciais.
A região centro não pode continuar a ver passar os “comboios e os aviões”!

Mas todas as propostas, por melhor que sejam, esbarram num pormenor essencial…que deixa de ser pormenor; a falta de um líder! Como se encontra? Fácil. Dê-se voz aos cidadãos. A democracia funcionará.

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