Idanha-a-Nova identifica 70 mil pessoas interessadas em migrar para o concelho

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O presidente da Câmara de Idanha-a-Nova, Armindo Jacinto, disse hoje à agência Lusa ter identificado 70 mil pessoas interessadas em migrar para o concelho, depois de um inquérito realizado pelo município a nível nacional.

“Fizemos [município] um inquérito a nível nacional para saber quem estaria disponível para vir viver para o concelho de Idanha-a-Nova e identificámos cerca de 70 mil pessoas interessadas”, afirmou.

Armindo Jacinto explicou que, segundo o inquérito efetuado, o perfil dos interessados indica que são pessoas em idade ativa, entre os 30 e os 45 anos, com formação média/superior e com alguma capacidade financeira.

“É evidente que do querer fazer [vir para Idanha-a-Nova] ao acontecer, vai uma grande distância”, referiu.

Contudo, o autarca sublinhou que “é essa distância que deve e tem que ser pensada a médio/longo prazo”.

Perante estes indicadores, aquele município do distrito de Castelo Branco vai lançar o programa “Recomeçar”, uma extensão da campanha publicitária «Não emigres, migra» para Idanha-a-Nova, lançado em 2012, com o objetivo de divulgar os programas de apoio, sobretudo a jovens empreendedores, desenvolvidos pela autarquia.

Armindo Jacinto referiu ainda que a Câmara de Idanha-a-Nova já está a preparar todas as suas estruturas de apoio no sentido de atrair estas pessoas para o concelho, criando os instrumentos de apoio ao investimento e à fixação de novos projetos em vários domínios.

“Todas as nossas incubadoras estão já preparadas para dar as respostas aos interessados, no sentido da fixação de novas famílias, que passam a dispor de educação gratuita para os filhos, saúde de proximidade, apoio técnico e até habitação a preços económicos”, disse.

“Fizemos coincidir este projeto [Recomeçar] com o período em que começa o novo quadro comunitário de apoio e esta é uma estratégia para os próximos 10 anos, independentemente dos atores que cá [executivo] estiverem. Hoje somos nós, nos próximos anos podem ser outros”, afirmou.

O autarca entende que tem a “obrigação e o dever” de pensar a médio/longo prazo e adianta que “é desta forma que se deve pensar, não no curto, mas sim no médio/longo prazo”.

Consciente de que uma mudança de pessoas para o concelho de Idanha-a-Nova “não é um percurso que se faça de um dia para o outro, leva o seu tempo”, Armindo Jacinto diz que a Câmara de Idanha-a-Nova já tem equipas preparadas para acompanhar as famílias interessas em migrar para o concelho, para as “ajudar a fixarem-se, a arranjar casa e a avançar com o seu projeto profissional”.

E, para isso, conta com o próximo quadro comunitário de apoio, para que “este seja uma oportunidade”.

O município tem já no terreno dois loteamentos, um em Idanha-a-Nova, com 55 casas, e outro em São Miguel d’Acha, com 22, para fixação de famílias.

Aqui, entra um outro projeto desenvolvido pelo município, “Casa Sustentável Modelo de Idanha”, lançado há dois anos.

Trata-se de habitações ecológicas que se constroem numa semana e que custam entre os 20 e os 30 mil euros.

Na sua construção, são usadas técnicas ancestrais, como a madeira, o tabique (paredes divisórias de madeira e barro) e cortiça, o melhor isolante, que garante o conforto térmico da estrutura montada ao estilo pombalino, a chamada gaiola.

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