PCP de Cantanhede quer deputados do distrito na luta pelo hospital da cidade

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Foto de Luís Carregã

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O PCP de Cantanhede exortou hoje os deputados eleitos pelo círculo de Coimbra a votarem favoravelmente a petição que defende a manutenção do hospital daquela cidade na rede pública do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

A gestão do hospital Arcebispo João Crisóstomo, que serve 60 a 80 mil pessoas, segundo os comunistas, está em vias de passar para a Santa Casa da Misericórdia de Cantanhede, num processo que o secretário de Estado da Saúde diz ter dúvidas de que esteja concluído antes do final de 2015.

O Movimento de Utentes dos Serviços Públicos (MUSP) e sindicatos da função pública, médicos e enfermeiros têm realizado diversas ações de protesto contra a eventual privatização daquele hospital.

Na Assembleia da República encontra-se, para debate em plenário, uma petição com mais de 5.000 assinaturas recolhidas pelo MUSP, que defende a manutenção da unidade hospitalar de Cantanhede na rede pública do SNS.

“Este momento será um teste aos partidos que de facto defendem os interesses da população e dos utentes, do Serviço Nacional de Saúde e daqueles que, com o aproximar das eleições se colam à luta com o intuito único de captar o voto dos incautos”, refere o PCP, em comunicado.

Segundo os comunistas, “o ataque a esta unidade de saúde começou em 2007, com os encerramento das urgências, enquanto encerrava a Maternidade do Hospital da Figueira da Foz, os Serviços de Atendimento Permanente e a liquidação dos oito hospitais de Coimbra”.

“O governo PSD/CDS continuou esta política e com a portaria nº. 82/2014, de 10 de abril, excluiu, à socapa, o Hospital de Cantanhede da relação da rede dos hospitais públicos nacionais, deixando claro o desejo de privatizá-lo”, lê-se no comunicado.

O PCP acusa ainda a tutela de conduzir “uma política de redução de médicos e outros profissionais, diminuir os dias de consulta semanais nas extensões de saúde, reduzir os recursos humanos no centro de saúde de Cantanhede, encerrar extensões de saúde, privar a população de médicos de família e desprezar a população idosa e as crianças”.

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