Trabalhadores da Câmara de Arganil em greve exigem regime das 35 horas

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CAMARA DE ARGANIL

Os trabalhadores da Câmara de Arganil exigiram hoje a reposição do regime das 35 horas semanais na autarquia, após terem parado uma hora no âmbito de uma greve que vai durar até sexta-feira.

Arganil é um dos 11 municípios do distrito de Coimbra que “ainda não assinaram o acordo coletivo de entidade pública (ACEP)”, fixando o horário das 35 horas, disse à agência Lusa o sindicalista Aníbal Martins.

Este dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL), afeto à CGTP, que apoia a greve, congratulou-se com a “boa ação de luta” realizada ao fim da tarde, devendo o índice de adesão ser apurado mais tarde.

Aníbal Martins disse que, “apesar da chuva”, que terá levado alguns dos grevistas a regressar a casa na hora em que pararam, os trabalhadores “são unânimes” a exigir a semana das 35 horas.

Em defesa das 35 horas semanais de trabalho e sete horas diárias, “sem banco de horas nem adaptabilidade”, os trabalhadores da Câmara Municipal, presidida pelo social-democrata Ricardo Alves, iniciaram hoje uma greve à última hora de cada dia de trabalho.

A paralisação abrange os trabalhadores filiados no STAL e prolonga-se até 03 de dezembro, nos municípios do distrito de Coimbra ainda com o regime das 40 horas e onde as negociações “têm sido mais difíceis”, adiantou Aníbal Martins.

Apenas seis dos 17 municípios do distrito já celebraram o ACEP com o STAL: Coimbra, Góis, Lousã, Soure e Montemor-o-Velho, todos de maioria PS, e Pampilhosa da Serra, liderado pelo social-democrata José Brito.

Numa resolução proposta pelo STAL e aprovada hoje em plenário, junto aos Paços do Concelho de Arganil, os trabalhadores afirmam que o Governo, através da Lei 68/2013, de 29 de agosto, “aprovou o aumento do horário de trabalho para 40 horas semanais e oito diárias, sem qualquer justificação séria”, a não ser uma “pretensão retrógrada” da ‘troika’.

“Há precisamente um ano e um mês, começou a luta contra o aumento do horário de trabalho. Na altura, emitimos providências cautelares que mantém o horário de trabalho de 35 horas nas câmaras de Penacova, Mira, Miranda do Corvo e Condeixa, com as quais é urgente assinar o ACEP”, segundo a resolução, que foi entregue no gabinete do presidente da Câmara de Arganil.

A Lusa tentou obter uma reação de Ricardo Alves, que remeteu a sua posição para mais tarde.

Os municípios de Cantanhede, Penela e Arganil, todos liderados pelo PSD, e os de Tábua, Vila Nova de Poiares e Oliveira do Hospital, onde o PS detém a presidência, não estão a aplicar o regime das 40 horas, lamentou o sindicato.

Na Figueira da Foz, a Câmara Municipal acordou as 35 horas “só com o SINTAP” (Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Pública, filiado na UGT), optando por “meter no meio do acordo a adaptabilidade e o banco de horas”, critica a resolução aprovada em Arganil.

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