Opinião – Política V: Orçamento de Estado

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Norberto Canha

Norberto Canha

Fiquei surpreendido com as intervenções dos políticos e comentadores sobre o Orçamento do Estado, que me atrevo a resumi-lo, com a frase, perante a sua iniquidade e insipidez – “A montanha pariu um rato”!…

Gostaria que nas intervenções, quando os políticos falassem em nome do partido, que pretende ser ou participar em Governo, assumissem responsabilidades e tivessem um Orçamento de Estado, alternativo, preparado e, baseado nele, se pronunciassem.

Perante a situação do País – despesas, dívidas, encargos, emprego, desenvolvimento – (como responsáveis que somos), o nosso Orçamento seria totalmente diferente e conseguiríamos melhorar a situação do nosso País sobretudo no PIB, emprego, bem-estar, rendimentos.

O Povo já não suporta mais impostos, os ricos doutro tempo são hoje, remediados; os remediados desse tempo são hoje pedintes e amargurados.

Os senhores políticos sabem muito bem que depois de conquistar o poder não sabem o que fazer do poder. Têm que estar preparados, que não estão, para o exercer com Orçamento alternativo credível.

Pertencem quási todos, como Governo que são e nisso se incluem os comentaristas, produtos da cidade, que desconhecem a raiz das coisas e como fazer as coisas. Só consomem! São elites a mais que vivem de serviços, isto é, impostos. É assim que importamos 85 por cento do que consumimos!

Todos apregoam regalias a conceder se fossem Governo; hoje já não se suportam as existentes quanto mais regalias acrescidas!

O aumento do Turismo é insuficiente, tudo se importa parasse atender aos turistas; ficará quanto muito as receitas dos impostos e essas são para consumismo do Estado. Sejam bem vindos turistas, não é só por esta razão, mas porque são afectos que chegam, vão e voltarão…

Não admira a impreparação que todos, ou quási todos, revelam – políticos e comentadores – perante a realidade das coisas. Todos ou na sua grande maioria, pertencem às Ciências Humanistas, Jurídicas e Empresariais.

Se vêm a ser empresários é de empresas do Estado, não da sua própria criação ou herança.

Vivem à custa da palavra e têm o conforto de ter bom assento! Se forem políticos terão assento garantido para toda a vida. Podem viver descansados!.

Vem-me à memória, quando assistente na Faculdade de Medicina, para apanhar as migalhas que nos faziam falta, como procedíamos.

Sabia pelo Senhor Gordo, amigo meu e do Professor Branco, quem geria os dinheiros da faculdade que no final do ano havia o excedente duns trocos e, ficaram embaraçados em nos gastar, pois que se não fossem gastos a verba atribuída no próximo ano viria desse valor diminuída.

Assim tinha-se sempre preparado como aproveitá-los: em livros, revistas – um aparelho que raras vezes, se alguma vez tereis o preço duma máquina fotográfica!. E a forma de actuar?

A pedido dos colegas, como cirurgião, fui director do Hospital da Misericórdia de Pombal. No final do ano devia o Estado atribuir, quando atribuía, 200 contos através do director, dr. Costa Alemão. O Hospital preparava-se para poder dispensar essa atribuição lutando e conseguindo um aparelho de rx de 500 mil ampres, para com o acréscimo de trabalho se poder suportar esse encargo.

Assim aconteceu!

Vem o 25 de Abril, daí até ao final do ano, com as irreverências acontecidas, O Estado teve que pagar os 7.500 contos, gastos a mais, e em nada se melhorou a assistência que até aí se praticava.

Foi o palavreado falso que criou, sem fundamento, essa instabilidade e essa necessidade.

Senhores políticos: Deixem-se de palavreado, caiam na realidade das coisas. Deixem-se de utopismos! Vamos à realidade! É preciso arranjar emprego produtivo. Temos que nos agarrar à Agricultura, de Norte a Sul do País não se vê uma serra.

O país transmontano e alentejano já não tem o mesmo saber, pois é feito com trigo, centeio e até milho importado.

Os aviários, empresas de êxito, o que alimenta os frangos é importado!

Desperte-se! Vamos salvar o nosso País!

Haja um Governo de Solidariedade Nacional – em que os políticos não se digladiem e criem a instabilidade, mas se unam para salvar o nosso Portugal e a sua cultura! Os sindicatos, arrogantes que são, procedam como procederam os canadianos aquando duma crise económica no País.

Tudo irá mudar! Haja deveres! Crie-se a Esperança! ( 21/10/2014 )

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