Opinião – Capas Negras nos Açores

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Hélder Rodrigues

Hélder Rodrigues

1. As razões desta Crónica
O Coro dos Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra regressou, há dias, de uma digressão a S. Miguel (Açores). Foi um sucesso sob vários pontos de vista. Desta vez, integrado na comitiva, tive oportunidade de constatar o impacto do grupo junto da população local, que o acolheu com entusiasmo, carinho e simpatia. Coimbra merece vir mais vezes, por motivos positivos, na Comunicação Social. A população precisa de saber do prestígio que a sua universidade e a cidade tem no exterior, e reforçar a sua estima. Essas as razões desta crónica!

2. A parte artística foi um êxito enorme
As duas primeiras actuações em Vila Franca do Campo (na Igreja Matriz), e na Lagoa (Igreja dos Franciscanos), em espaços repletos de público, foram espectáculos de carácter mais intimista onde imperou a emoção e o carinho pela cidade do Mondego. No último dia no Coliseu Micaelense em Ponta Delgada, foi a apoteose final! Constituído por elementos de grande capacidade vocal, onde sabiamente se misturam a juventude e a dinâmica dos mais novos, com a experiência e o prestígio dos mais velhos. Com um reportório eclético, que vai da música sacra e operática à música ligeira internacional, lusófona e de Coimbra. Dirigido por um maestro (Virgílio Caseiro) de mérito inquestionável. Estão reunidas todas as condições para que as actuações dos Antigos Orfeonistas sejam actuações de sucesso. Foi o que aconteceu mais uma vez

3. Capas Negras nos Açores
Em todas as actuações o público acorreu de forma intensa e numerosa; uma grande presença de gente de Coimbra e também do Continente a viver nos Açores, muitos açorianos e alguns turistas estrangeiros viveram momentos de grande prazer e magia. Quando no fim da 1ª parte (preenchida pelo Coro) se cantava “Coimbra é uma lição”, e da 2ª parte (com a Serenata de Coimbra) se ouvia “Coimbra tem mais encanto”, o público vibrante aplaudia de pé entusiasmado (havia lágrimas rebeldes nos olhos de muitos, inclusive dos que cantavam). Quando a parte artística é um êxito, abrem-se as portas para outras componentes de carácter social e cultural que têm a ver com a divulgação de Coimbra e da sua Universidade. Houve tempo para homenagear personalidades açorianas que marcaram Coimbra, de forma indelével, como Antero de Quental, Raposo Marques e até antigos orfeonistas ali a viver (emocionados vieram ao palco receber o abraço fraterno e o aplauso carinhoso de todos). Capas Negras nos Açores, embaixadores artísticos e culturais de Coimbra e da sua Universidade, levaram a sua alegria ao povo das ilhas encantadas!

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