Câmara de Vila Nova de Poiares aprova orçamento de contenção para 2015

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O município de Vila Nova de Poiares aprovou o orçamento para 2015, no valor de 9,5 milhões de euros, que prevê uma redução da dívida municipal de médio e longo prazo de 1,4 milhões, anunciou a autarquia.

O concelho, com pouco mais de sete mil habitantes, é um dos cinco mais endividados “per capita” no país, com uma dívida acumulada de cerca de 20 milhões de euros, tendo recorrido ao fundo de auxílio de emergência que, até final de novembro, deverá disponibilizar 854 mil euros.

“Este é um orçamento de rigor e contenção, que tem como objetivo prioritário o reequilíbrio financeiro do município, sem perder de vista, obviamente, um conjunto de serviços a prestar à população”, disse à agência Lusa o presidente da Câmara, João Miguel Henriques (PS).

Segundo o autarca, o valor a receber do fundo de auxílio de emergência, que visa assegurar serviços básicos essenciais às populações (desde a recolha de resíduos sólidos e da iluminação pública aos transportes ou refeições escolares), ainda não está inscrito nas contas do próximo ano.

Para 2015, de acordo com João Miguel Henriques (na foto), os “novos investimentos serão praticamente zero”.

“As despesas de investimento inscritas no orçamento serão para pagar obras já concluídas e que estão em dívida”, frisou o autarca, que nas autárquicas de 2013 sucedeu no cargo ao social-democrata Jaime Soares, que liderava o município desde 1974.

Com um valor sensivelmente idêntico ao do ano passado, o orçamento de 2015 foi aprovado na sexta-feira com os votos contra dos vereadores do PSD.

“Não consigo compreender a atitude da oposição, os grandes responsáveis pela situação de rutura financeira, que parecem agora querer desresponsabilizar-se”, disse o presidente da Câmara de Vila Nova de Poiares, salientando que os autarcas social-democratas “parecem viver numa realidade diferente”.

A Câmara de Vila Nova de Poiares anunciou, entretanto, que apresentará nos próximos seis meses ao Governo um programa de ajustamento para recorrer ao Fundo de Apoio Municipal (FAM).

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