MP quer pena de 10 anos para telefonista da prisão de Coimbra envolvida em rede de tráfico

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Foto - Luís Carregã

Foto – Luís Carregã

O Ministério Público (MP) pediu, no Tribunal de Coimbra, 10 anos de prisão para a telefonista do Estabelecimento Prisional de Coimbra acusada de envolvimento numa alegada rede de tráfico de droga, num julgamento que envolve mais 11 arguidos.

A procuradora defendeu, durante as alegações finais, uma pena “que ronde os 10 anos de prisão” para a funcionária do estabelecimento, acusada de tráfico de estupefacientes agravado, falsificação de documentos, branqueamento de capitais e corrupção por ato ilícito.

Segundo o Ministério Público, ficou provado que os arguidos, nove dos quais reclusos na prisão de Coimbra, “atuavam conjuntamente” e de forma articulada num “negócio muito bem montado”, em que a telefonista “demonstrou destreza e empenho na atuação”.

A alegada rede envolvia tráfico de álcool, anabolizantes, estupefacientes (haxixe e heroína), telemóveis e produtos eletrónicos.

Segundo a procuradora, apesar de “nem toda a prova ser direta”, o tribunal tem elementos “mais do que suficientes” para condenar 11 dos 12 arguidos. Os nove reclusos estão acusados de tráfico e corrupção ativa.

“As penas têm que ser mais do que os mínimos”, sublinhou.

A procuradora frisou ainda que “a liberdade de depoimento” dos arguidos foi muito afetada “por pactos de silêncio, cumplicidades, medos e ameaças”, considerando que “o tráfico que acontece na prisão” suscita o “transtorno da ordem e organização interna” e potencia “focos de criminalidade que podem atingir proporções muito graves”.

O Ministério Público referiu ainda que “não há prova suficiente” em relação ao branqueamento de capitais de que a filha da telefonista era acusada.

No decorrer das alegações, a advogada de defesa da telefonista do Estabelecimento Prisional de Coimbra salientou que a arguida “caiu numa armadilha”, mas “colaborou e esclareceu” as autoridades, e afirmou que a perda de emprego “já é uma pena para o resto da sua vida”.

O advogado de um dos reclusos defendeu que o seu cliente era um “mero peão”, teoria defendida também por outros.

Dos advogados presentes, seis pediram a absolvição dos seus clientes, dois a pena mínima, um a suspensão de pena e um a absolvição por corrupção e a pena mínima para tráfico.

A leitura da sentença ficou marcada para 13 de novembro, no Tribunal de Coimbra.

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