Governo quer abrir concurso para colmatar falta de médicos legistas

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Foto - Luís Carregã

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O secretário de Estado da Justiça, António Costa Moura, afirmou hoje em Coimbra que já foi feita a proposta de criação de um concurso para suprir a falta de médicos legistas no Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses (INMLCF).

“A proposta está feita”, mas “os recursos são escassos” e o INMLCF “não é uma excepção no quadro de dificuldades” que o país atravessa, afirmou o secretário de Estado, reagindo às declarações do vice-presidente do INMLCF, João Pinheiro, que tinha alertado para a falta de médicos especialistas no instituto.

António Costa Moura sublinhou que o instituto “disporá de uma nova sede [que deverá estar concluída em 2015], onde estão envolvidos mais de sete milhões de euros”, querendo agora combater a falta de médicos legistas, apesar de reconhecer que não é possível “fazer tudo ao mesmo tempo”.

O secretário de Estado falava à comunicação social à margem da 1.ª Conferência do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses, em Coimbra.

No seu discurso da sessão de abertura, defendeu um aprofundamento “da cooperação” entre o INMLCF e os países africanos de língua portuguesa, considerando que existem nessa colaboração “potencialidades das quais se podem retirar sinergias úteis”.

Essa cooperação, no seu entender, visaria “formar elites dirigentes de que esses países não dispõem”.

João Pinheiro, que também discursou na sessão de abertura, frisou a necessidade de se “modernizar o sistema informático interno” do INMLCF, que tem 14 anos, encontrando-se “desatualizado”.

Além disso, falta ao instituto “reformular os relatórios médicos” e introduzir “novos métodos e tecnologias nas perícias”, apontou.

O instituto pretende ainda “rever os protocolos com todos os hospitais”, com quem partilha instalações, recursos e serviços, considerando que esses mesmos acordos estão “muito desfasados da realidade”.

A conferência do INMLCF decorre entre hoje e sexta-feira, no auditório da reitoria da Universidade de Coimbra, contando com 450 participantes, quatro conferências e mais de 100 trabalhos académicos.

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