Estudantes continuam de costas voltadas para a Engenharia Civil na 2.ª fase de acesso ao ensino superior

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Das cerca de 1100 vagas que tinham restado da 1.ª fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior público no distrito de Coimbra, só cerca de 400 foram preenchidas na 2.ª fase. Sobram 540 no politécnico e 207 na universidade.

O curso de Engenharia Civil do Instituto Superior de Engenharia de Coimbra (ISEC) voltou a ficar deserto (40 vagas) na 2.ª Fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior, enquanto na Universidade só seis alunos escolheram este curso entre 105 vagas disponíveis. Este é o melhor exemplo da atual falta de apetência dos candidatos ao ensino superior por cursos de engenharia. Assim, das 396 vagas que ainda existiam na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), ainda sobram 185 vagas, especialmente em – para além de Engenharia Civil – Química e Matemática e Engenharia do Ambiente, embora tenham sido oito os cursos que não ficaram completos, entre as duas dezenas de cursos que correspondem à oferta da FCTUC.

Nas restantes faculdades da Universidade de Coimbra, como são os casos de Medicina, Farmácia Direito, Economia, Psicologia e Ciências do Desporto, os cursos ficaram completos. Também a Faculdade de Letras atingiu uma boa performance quanto à colocação da quase totalidade dos alunos, restando apenas o curso de Geografia, onde ficaram 22 cadeiras por ocupar na sala.

Quanto ao Instituto Politécnico de Coimbra (IPC), das 417 vagas a que os candidatos ainda podiam concorrer entre os vários cursos de engenharia nesta segunda fase (ISEC), 284 ficaram por preencher.

Regista-se que a Escola Superior Agrária não chegou a conseguir ocupar metade da 172 vagas colocadas a concurso nesta 2.ª fase, enquanto só ficaram por preencher 37 vagas na Escola Superior de Educação (ESEC), especificamente nos cursos de Animação Socioeducativa (pós-laboral) e Música. Das 117 vagas que ainda existiam na 2.ª fase do Instituto de Contabilidade e Administração (ISCAC), só três ainda estão abertas. Na Escola Superior de Tecnologia de Saúde, ficaram por preencher 20 vagas do pós-laboral.

 

Toda a informação na edição desta quinta-feira, 25 de setembro, do DIÁRIO AS BEIRAS

 

 

 

4 Comments

  1. Isso, fujam das engenharias e depois queixem-se de não conseguir arranjar emprego. Quanto à engenharia civil em particular, não se trata apenas de construir prédios, pontes e túneis. Há uma multiplicidade de outras saídas mesmo com a construção em baixa. Informem-se e verão.

    • os engenheiros civis estão longe do poder, e os jovens estão informados, pois nem podem garantir um rendimento razoavel, perante o investimento intelectual e responsabilidade numa profissão destas, e sem estatuto social, os jovens não vêm futuro numa profissão destas, não há defesa da qualidade, quem puder que se safe. Actualmente a actividade da construção depende mais de questões juridicas do que tecnicas, a experiencia, o bom senso e o conhecimento tecnico são secundarios. Assim um tecnico bem formado é substituido por um agente qualquer protegido pela lei, acabando fora do jogo. Pois só é obrigatorio a intervenção de um eng. civil na edificação de obras a partir de varios milhõrs de euros. É fugir enquanto podem..

  2. pode considerar-se que a profissão de engenheiro civil tal como era aceite antes da revogação do decreto 73/73 foi extinta, com a nova lei os engs civis, apenas têm o exclusivo dos projectos de betão armado, tudo o resto foram substituidos por arquitectos, engs ambiente, engs mecanica….. Basta olhar para a administração autarquica, os engs civis, em regra foram afastados do urbanismo e da direcção e fiscalização de obras.Há uma captura efectiva de outras profissoes do exercicio tradicional da profissão. Apos a alteração do regime juridico da qualificação profissional na construção, o mais adequado é extinguir os cursos de engenharia civil e substitui-los pelos artistas formados em arquitectura, e não se fala mais nisto.

    • Apesar de o jaime estar obviamente a exagerar as suas palavras carregam conhecimento da situação, é verdade que os engenheiros civis andam a perder poder poder através de concorrências mais baratas e menos capazes mas que a lei permite, a ignorância da opinião publica e "decisores políticos" tem contribuído muito para a situação, agarrando no seu exemplo basta ver o que aconteceu na câmara de Lisboa, o vice presidente (arquitecto, sem coincidência) encheu a câmara de arquitectos logo que a lei deu competências a arquitectos que sempre pertenceram a engenheiros. Se eu fosse patrão e tivesse de escolher um arquitecto por 1000€ ou um engenheiro por 1500€ quem acha que escolheria para fazer um trabalho que agora os dois fazem? A lei tem de dar voltas.. novamente. Cumprimentos

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