Opinião – Não há outra como esta

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Francisco Queirós

Francisco Queirós

Às 18 horas de sexta-feira dia 5 de Setembro abrir-se-ão as portas da Quinta da Atalaia e dar-se-á início à 38.ª edição da Festa do Avante!. Milhares de visitantes entrarão no recinto da mais diversificada iniciativa cultural de massas que se realiza em Portugal.

Concertos, exposições, teatro, cinema, desporto, gastronomia, dezenas de debates, fazem da “Festa” uma iniciativa única que só sendo vivida se entende.

O Concerto para cravos e orquestra – Opus 40 abre a programação cultural da Festa numa homenagem ao 25 de Abril, pelos 40 anos da Revolução. Dirigida por Vasco Pearce de Azevedo, a Sinfonietta de Lisboa interpretará a Polonaise “militar”, em Lá Maior de Chopin, a Heróica, de Beethoven, a Sinfonia n.º 40 em sol menor, de Mozart e o Concerto para quatro trompas e orquestra em fá menor, Op. 86, de Schumann, no que se crê ser uma estreia em Portugal.

Com enorme qualidade e diversidade da programação cultural, com particular incidência para a grande variedade de música portuguesa, a organização da Festa recebeu este ano ofertas para participação de mais de 600 artistas e grupos.

O cartaz musical incluiu artistas da China, com música tradicional, mímica e teatro circo. Paulo de Carvalho, pela primeira vez, a cantar juntamente com o filho. Jorge Palma & Demitidos com Sérgio Godinho. A Naifa com Simone de Oliveira. Vitorino e Ana Deus. Guto Pires, Dani Silva e Maria Alice entre outros. The Legendary Tigerman, a galega Uxía, Rogério Charraz com Sensi , Júlio Pereira, Samuel com Oficina de Canto, Luísa Basto. Os escoceses Peatbog Faeries, os Diabo na Cruz, os andaluzes Sonido Musical, os Óquestrada. Buraka Som Sistema, Camané, Mind da Gap, Sam The kid e Valete, Carla Pires, Cristina Branco entre muitos outros.

Uma exposição de Eduardo Gageiro, intitulada 40 fotos nos 40 anos do 25 de Abril. Teatro. Cinema. Exposições diversas. Mais de meia centena de debates.

A Festa é sobretudo uma cidade diferente. Uma cidade fraterna erguida por milhares de militantes em jornadas de trabalho voluntário. Em três dias funciona graças aos turnos dos militantes e amigos dos comunistas.

No restaurante, na tasquinha e onde quer que seja, são os próprios militantes a atender os visitantes. E então é ver que quem serve um petisco, avia um copo ou assegura as caixas registadoras, pode ser um operário, um reformado, um deputado, um estudante, um presidente de Câmara, um velho militante ou um jovem comunista.

Jerónimo de Sousa descreveu assim a Festa: “o espaço de maior fraternidade por metro quadrado que convoca cada um de nós para o melhor que temos”. Um espaço de liberdade e de sonho. Uma mostra do que um Partido, que é povo pelos ideais e do povo pela história e pela vida, pode ser e construir. Não há festa como esta.

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