Artesão da vila de Ançã preserva a arte da cestaria

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Vítor Pratas quer dar conjuntos em madeira aos seus filhos. FOTO JOANA SANTOS

Vítor Pratas quer dar conjuntos em madeira aos seus filhos. FOTO JOANA SANTOS

Aos 10 anos começou a fazer cestos e, até hoje, nunca mais parou. Vítor Pratas aprendeu o ofício da cestaria quando trabalhava numa quinta na vila de Ançã, freguesia onde ainda reside. Na oficina do artesão, localizada no rés-do-chão da sua casa, podem observar-se vários modelos de cestos, assim como, peças em madeira que ilustram as práticas e costumes da região da Gândara.

“Sempre que ia à quinta, eu observava os trabalhadores a fazerem os cestos e acabei por aprender”, recorda Vítor Pratas, de 75 anos. O artesão lembra também o tempo em que os poceiros, por exemplo, utilizados na vindima eram feitos de verga.

“Ia para casa dos fregueses e fazia os poceiros”, explica, acrescentando que, ao mesmo tempo, ia trabalhando na agricultura porque o “ordenado era pouco”. O aparecimento do plástico fez com que os agricultores deixassem de usar poceiros de verga e o ofício passou a ser artesanato.

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