Docentes de Coimbra exigem debate no parlamento sobre financiamento de colégios

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O Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC) vai entregar na Assembleia da República (AR) cerca de 4.700 assinaturas no âmbito de uma petição para que o financiamento de colégios particulares seja debatido no parlamento.

Promovida pela Federação Nacional de Professores (FENPROF), a petição “pretende levar a cabo um debate em sessão plenária [da AR] sobre o financiamento do Governo a colégios particulares em zonas onde a oferta pública existe e é de qualidade”, refere o SPRC, numa nota hoje divulgada.

As 4.768 assinaturas, que vão ser entregues à presidente da Assembleia da República, na terça-feira, às 17:00, pelo secretário-geral da FENPROF, Mário Nogueira, e pela coordenadora distrital de Coimbra do SPRC, Lurdes Santos, foram “recolhidas no distrito de Coimbra”, salienta a mesma nota, referindo que estas se juntam às subscrições recolhidas nos distritos de Viseu, Leiria e Castelo Branco e já entregues na AR.

A entrega à presidente da AR, Assunção Esteves, das assinaturas angariadas no distrito de Coimbra será feita “conjuntamente com uma delegação do Sindicato dos Professores da Zona Sul (SPZS), que fará, também, a entrega da petição recolhida no distrito de Faro”.

Em Coimbra, “o cerco feito às escolas públicas através de acordos dos governos com os estabelecimentos do ensino particular e cooperativo (EPC), duplicando despesa, mas favorecendo, claramente, os donos dos colégios, sejam eles individuais ou coletivos, tem de terminar”, sustenta a petição subscrita neste distrito.

Os signatários do documento exigem, assim, que “a distribuição de alunos por turmas no EPC só possa ocorrer quando as escolas públicas já não possam receber mais alunos e que deve ser aberta investigação sobre a forma como foram utilizadas largas dezenas de milhões de euros em 12 anos no distrito de Coimbra, no apoio, em muitos casos injustificado, ao EPC”.

Os subscritores da petição – subordinada ao título “Moralizar a utilização de dinheiros públicos. Pôr fim aos privilégios do ensino privado. Em defesa da Escola Pública” – sustentam, por outro lado, que “muitas dificuldades sentidas nas escolas públicas decorrem da inexistência de recursos humanos que permitam constituir verdadeiras equipas multidisciplinares (pessoal docente e não docente)”.

2 Comments

  1. António Reis says:

    Enquanto contribuinte não vejo nenhum problema em que haja financiamento ao Ensino Privado, contando que façam melhor e mais barato do que o Ensino Estatal.

  2. Henrique Costa says:

    A escola pública deve-se impor pela qualidade e não por decreto. Quando tantos professores do ensino público pôem os seus filhos no ensino privado temos todos o direito de perguntar se o investimento no ensino privado que é muito mais barato por aluno que o público, não é a solução de melhor qualidade e mais barata!!! Como dizia o Francisco Assis tanto na pública como na privada há maus profissionais. O que ele se esqueceu de dizer é que na privada quando os há pagam os privados, no público pagamos todos!!! E ainda por cima não os podemos mandar embora como decretou o TC!!!

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