Câmara de Montemor-o-Velho retira subsídio ao CITEC

Reunião do executivo municipal de Montemor-o-Velho. FOTO DR

Reunião do executivo municipal de Montemor-o-Velho. FOTO DR

A proposta de suspensão do subsídio atribuído ao Centro de Iniciação Teatral Esther de Carvalho (CITEC) foi aprovada, ontem, na reunião de Câmara de Montemor-o-Velho com três votos contra (dois do PSD e um da CDU), uma abstenção (vereadora Alexandra Ferreira), e três votos a favor (PS). O presidente da câmara, Emílio Torrão, teve de exercer o voto de qualidade para que a mesma fosse aprovada.

Aurélio Rocha, do PSD, começou por criticar a forma como o ponto da ordem do dia foi redigido, alegando que deveria ser uma deliberação de nulidade, lamentando a anulação do subsídio. Também o vereador da CDU lamentou a nulidade do apoio.

Contactado pelo DIÁRIO AS BEIRAS, o presidente da direção do CITEC, Pedro Maranha, afirmou: “É preocupante que na altura em que estamos a organizar o CITEMOR pela 36.ª vez, o festival que mais prestígio dá ao nosso município, a sua câmara venha agora dizer que não quer pagar o que fizemos em 2009, 2010, 2011 e 2012, quando a tal se comprometeu”.

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2 Comments

  1. Quim das Couves says:

    Segundo foi noticiado pela congénere local da Ria Novosti, parece que determinada autarquia terá uma situação financeira complicada, somente passível de ser suplantada com uma gestão brilhante e muito criativa, que certamente será colocada em prática pelo nosso querido líder e não tardaremos a ter superavits orçamentais estrondosos nesta mega metrópole da região centro que em nada destronará Coimbra como capital de distrito.
    Com os excedentes orçamentais, será amortizado todo o passivo e começarão paulatinamente a ser compradas as dívidas dos municípios vizinhos, numa espécie de OPA aos ditos municípios… Em caso de incumprimento contratual do reembolso da dívida, os municípios incumpridores perderão integralmente a soberania a favor do município credor, que, qual troika das autarquias, terá ainda a possibilidade de nomear um administrador de insolvência para a massa insolvente que desempenhará funções até à fusão amigável (ou anexação à moda da Crimeia pela Rússia) do município incumpridor… Eis a fórmula de conquistar Portugal do século XXI… Já não é à força da espada do Rei Dom Afonso Henriques mas sim através da força do papel e da pena que se vai regenerar Portugal sob a égide do nosso querido líder…

  2. Zé da Gândara says:

    Refira-se ainda que para os padrões civilizacionais que vigoram hoje em dia, que os métodos empregues pelo fundador da nacionalidade, terão sido, assim um pouco a tender para o bárbaros (ainda que nessa altura, fossem quiçá regra por serem fruto dos tempos vigentes, até porque, segundo me parece, as regras da guerra – Convenção de Genebra – serão bastante posteriores à presença física do fundador da Portugalidade), subentendendo-se que com estas palavras algo corrosivas, não se pretende ofender ou menosprezar a figura de Dom Afonso I de Portugal e/ou a história Lusa.

    Refira-se igualmente e a bem da elementar verdade, que os padrões civilizacionais que vigoram hoje em dia, têm sido defendidos pelo nosso querido líder até à exaustão, isto no exercício da sua profissão e no espaço de intervenção cívica que lhe tem sido proporcionado decorrente da sua ampla, precoce e profunda actividade política ao serviço do bem-comum e da sociedade. Assim, é legítimo afirmar que o nosso querido líder é um verdadeiro activista no que toca a defesa intransigente dos direitos humanos, da equidade na aplicação da justiça e na tentativa de fazer com que a verdade moral seja coincidente com a verdade jurídica, qual Dalai Lama de terras de Fernão Mendes Pinto.

    Quanto a conquistas… Bem… O nosso querido líder está a conquistar tudo e todos com métodos bem mais sofisticados e bem mais amigáveis do que os empregues por Dom Afonso I (que me desculpe o nosso Reifundador mas a verdade deve ser dita) e perfeitamente inócuos… O nosso querido líder, antes de mais, conquista as pessoas… pelo coração… e com o coração… Imagine-se se o nosso querido líder se decidisse dedicar-se à música ligeira, o que não sucederia à facturação e ao clube de fãs femininas – cheio de particularidades – do triunvirato Carreira… Esperemos que o nosso querido líder o não faça porque a causa pública necessita dele como um faminto necessita de pão para comer… E o triunvirato Carreira também necessita de ganhar a vida, goste-se ou não se goste do particular género musical…

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