Gestão integrada da Serra da Lousã exige participação das universidades

Posted by
D.R.

D.R.

A participação de universidades e centros de investigação numa futura gestão integrada da Serra da Lousã é defendida por entidades locais, públicas e privadas, que se afirmam disponíveis para integrar o projeto.

“Atendendo à vastidão da área, só desta forma conseguiremos uma gestão mais eficiente e integrada”, disse à agência Lusa o presidente da Câmara da Lousã, Luís Antunes, preconizando a criação de “uma agência que tenha por base os municípios”, enquanto fundadores.

No entanto, a nova entidade (cujo modelo e estatutos serão discutidos numa reunião promovida pela presidente da Câmara de Góis, Lurdes Castanheira, na quinta-feira) “deve envolver uma série de entidades públicas e privadas”, acrescentou Luís Antunes.

“Tem de ser uma agência de desenvolvimento, com uma componente política forte. Caso contrário, não tem pernas para andar”, defendeu, por seu turno, o presidente da Câmara da Castanheira de Pera.

O desenvolvimento da Serra da Lousã, segundo Fernando Lopes, deve ser promovido “sem protagonismos pessoais e de uma forma integrada e complementar”, com base “num reforço do intermunicipalismo”, e acolhendo contributos de centros de investigação de Coimbra e Aveiro.

O biólogo Carlos Fonseca e o geógrafo Paulo Carvalho, das universidades de Aveiro e Coimbra, respetivamente, e o presidente da ADXTUR – Aldeias de Xisto, Paulo Fernandes, entre outros, foram convidados por Lurdes Castanheira para a reunião de quinta-feira.

“Pouco se tem feito pela gestão efetiva dos seus recursos endógenos, nos quais os recursos cinegéticos e piscícolas se inserem”, afirmou Carlos Fonseca à Lusa.

Quase 20 anos após a reintrodução de veados e corços, “é urgente e necessário que os agentes locais com responsabilidades na gestão territorial assumam, de uma vez por todas, que a Serra da Lousã é uma unidade biológica” que abrange sete municípios.

A sua gestão “só faz sentido se for feita de uma forma integrada”, com cada concelho “a oferecer o que de melhor tem e sabe, para benefício de cada um, mas, acima de tudo, do território e das suas gentes”, declarou Carlos Fonseca.

Na sua opinião, a gestão integrada da Serra da Lousã “só será sustentável se tiver conhecimento técnico e científico associado”, através dos centros de investigação com “um extenso e profícuo trabalho desenvolvido no território”, designadamente das universidades de Aveiro e Coimbra.

Também Jaime Ramos, presidente da Fundação ADFP, de Miranda do Corvo, proprietária do Parque Biológico Serra da Lousã, entende que as potencialidades da região “deviam ser geridas em conjunto e não como uma quinta”.

A futura entidade gestora deverá assumir “grande abertura” à adesão de privados e instituições em fins lucrativos, na perspetiva de “uma maior valorização da natureza” e sustentabilidade ambiental.

Para Paulo Silva, presidente da associação multimunicipal Lousitânea, com sede em Góis, importa que as diferentes entidades “tenham uma resposta conjunta” para os problemas da Serra da Lousã, com a participação das universidades.

No último ano, a Lousitânea promoveu duas conferências sobre a Serra da Lousã, a última delas no início de junho, na Castanheira de Pera, valorizando a ideia de uma gestão integrada do território.

5 Comments

  1. Ora aí está mais uma pseudo-iniciativa para gastar uns dinheiros públicos e criar uns empregos para os "aparatchik" do poder socialista. Há concelhos do mesmo partido que coexistem há 40 anos, sem nunca terem desenvolvido um único trabalho ou projecto em conjunto, mas agora é que vai ser!!!! Não há problema, venham de lá então os entendidos. Os serranos já são poucos, mas ainda os suficientes para ensinar "conhecimentos técnicos e científicos" a esses professorecos universitários, nomeadamente explicar-lhes que devem ir meter o nariz onde quiserem menos aqui. Incluindo apresentar a conta dos prejuizos causados pela introdução de determinadas espécies na serra. Não deixa de ser engraçado vir falar de cinegética, quando se destruiu toda e qualquer caça miuda, com a introdução abusiva e descontrolada do javali. Mas isto também não deixa de expôr com toda a crueza, a incapacidade e o analfabetismo militante de todos os responsáveis pelas CM da serra da Lousã! São uma nódoas que nada sabem de coisa nenhuma, a começas no meu concelho. Um SERRANO!

  2. Tanto quanto sabemos ,não só o javali,mas também os javaralis,são oriundos da serra da lousã.
    Isto em relação à caça grossa.Pouqe melros,passaritos e passarões são mais frequentes no choupal".In os pássaros e seu habitat"

  3. ??é obvio que o javali foi introduzido, é original do Norte América e foi um grupo de ecologistas que o introduziu na Serra Lousa e Açor.. o senhor calado era um poeta! outro serrano

  4. Joaquim Miranda says:

    O que é a política pro bem e pro mal: antes, algumas câmaras eram dirigidas por forças políticas contrárias; agora, houve uma certa "harmonização" nesse sentido, logo, toca a tentar umas novidades …

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

*

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.