XXIII Festa do Queijo Serra da Estrela a 15 e 16 de março em Oliveira do Hospital

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JOSE CARLOS ALEXANDRINO LC

O presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, José Carlos Alexandrino, acredita que, com a transferência do recinto da “Festa do Queijo” para o largo Ribeiro do Amaral, conseguirão também “dar-lhe outra visibilidade e, simultaneamente, dinamizar o comércio local”. Os visitantes são esperados no próximo fim de semana, 15 e 16 de março

A edição de 2014 do certame realiza-se no centro da cidade. A que é que se deve essa mudança e que possibilidades tem de atrair mais público?

A “Festa do Queijo Serra da Estrela e outros Produtos Locais de Qualidade” tem sido um grande sucesso ao longo destes últimos anos, mas entendemos que é preciso inovar. O largo Ribeiro do Amaral, para além de reunir as condições para receber um evento deste género, tem a particularidade de ser uma zona histórica que constitui a principal sala de visitas de Oliveira do Hospital e a zona mais emblemática da cidade. Com a deslocalização deste evento para o centro da cidade, conseguimos também dar-lhe outra visibilidade e, simultaneamente, dinamizar o comércio local. Especialmente nos dias que correm, é fundamental que tenhamos sempre a preocupação de realizar eventos que tenham impacto na economia local.

Sendo a festa do Queijo Serra da Estrela, nem só produtores de queijo estão presentes. Aliás, são muito mais os expositores de outras atividades económicas. É esta diversidade que tornou este certame como o mais procurado da região?

Oliveira do Hospital é um concelho onde se produzem produtos de altíssima qualidade, como o vinho do Dão, o azeite, os enchidos, o mel, a pêra passa e tantos outros. Portanto, digamos que, tendo sempre o Queijo Serra da Estrela como principal figura de cartaz, também é, de facto, esta diversidade de produtos expostos, bem como toda a programação do evento, que contribuíram para que Oliveira do Hospital tenha, hoje, a maior festa do Queijo Serra da Estrela do país. Mas, Oliveira do Hospital é hoje um município com um conjunto de eventos de referência em toda a região e que – volto a sublinhar – funcionam como uma mola impulsionadora da economia local. A EXPOH, que este ano se realiza entre 26 de julho e 3 de agosto, está já entre as feiras do país com maior número de visitantes.

A presença dos queijos das Astúrias é um indicador de mais aproximação e intercâmbio com as regiões mais próximas de Espanha? O Queijo Serra da Estrela também estará presente do outro lado da fronteira em certames semelhantes?

Oliveira do Hospital é um dos municípios da Região Demarcada do Queijo Serra da Estrela que muito tem feito para promover este produto inigualável, tanto a nível nacional como internacional. Ao convidarmos este ano para o certame os Queijos das Astúrias, estamos claramente a dar mais um passo para promover aquela que é uma das 7 Maravilhas da Gastronomia portuguesa numa importante região de Espanha. Também não posso deixar de destacar o papel que a Confraria do Queijo Serra da Estrela, que este ano assinala o seu 25.º aniversário, bem como a ANCOSE – Associação Nacional de Criadores de Ovinos Serra da Estrela, têm tido na defesa e promoção do Queijo Serra da Estrela. Este ano, o Município de Oliveira do Hospital também voltará a estar presente na Bolsa de Turismo de Lisboa e, como é óbvio, não deixaremos de nos promover na maior feira de turismo de Portugal: a Festa do Queijo Serra da Estrela.

De que forma esta dinâmica tem trazido dividendos para o concelho?

Só o facto de termos conseguido transformar este evento na maior Festa do Queijo Serra da Estrela do país – com a projeção mediática que daí resulta – já é uma grande conquista para o município. Estamos a dar uma grande notoriedade a duas marcas: Oliveira do Hospital e o Queijo Serra da Estrela. Na edição do ano passado, por exemplo, os oito produtores DOP – que são os que cumprem requisitos de certificação presentes no evento – venderam, em dois dias, 2,300 quilos de queijo. Também é preciso perceber que na génese do Queijo Serra da Estrela está a secular atividade da pastorícia. E esta festa é também uma homenagem que, anualmente, queremos prestar aos nossos pastores e a todos os protagonistas que contribuem para que possamos ter à nossa mesa uma iguaria serrana, que é um valiosíssimo património gastronómico que temos o direito de preservar. Portanto, este certame – numa altura de grande contração económica – contribui decisivamente para gerar riqueza no território e alavancar o turismo e a economia local. É uma questão de fazer as contas, mas com os milhares de pessoas, de vários pontos do país, que nos vão visitar no próximo fim de semana, é fácil perceber o impacto económico que esta festa do queijo terá, com o devido retorno.

Há muitas feiras do Queijo Serra da Estrela. Faz sentido que cada concelho tenha a sua, ou defende realizações conjuntas?

Quando tomei posse no anterior mandato, defendi sempre com muita convicção que os municípios da Região Demarcada do Queijo Serra da Estrela – como Oliveira do Hospital, Tábua Seia, Gouveia, Fornos de Algodres e Celorico da Beira, por exemplo – se deviam unir para, em conjunto, organizarmos anualmente uma grande feira na capital do país. Repare, por exemplo, que no fim de-semana do Carnaval houve feiras do Queijo Serra da Estrela em vários concelhos da região, que estão a menos de meia hora de distância uns dos outros. Num cenário destes, e como o nosso repto não foi levado em conta, tomámos a opção de transformar a Festa do Queijo Serra da Estrela no maior evento do género no país. É uma aposta ganha.

 

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