PCP denuncia despedimentos no Instituto de Sangue

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06 rita ratoA dispensa de cerca de oito dezenas de pessoas no Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) levou o PCP a enviar mais uma interpelação ao Ministério da Saúde. Ao DIÁRIO AS BEIRAS, a deputada Rita Rato denuncia, mesmo, que já houve cancelamento de recolhas.

No último dia de 2013, recorde-se, foram despedidas cerca de 80 pessoas, das quais 24 em Coimbra. Todas trabalhavam para uma empresa de trabalho temporário. Algumas já tinham sido funcionárias do IPST. Em janeiro de 2014, vários profissionais a recibo verde foram trabalhar sem garantia de receber o ordenado. São motoristas, administrativos, assistentes operacionais.

O PCP, que desde 2010 acompanha a situação, diz que estes trabalhadores “assinavam o ponto em folhas do IPST e o controlo de assiduidade era feito pelo IPST; cumpriam horários de trabalho determinados pelo IPST e respondiam hierarquicamente perante chefias do IPST”. Uma situação que representa um “exemplo claro de recurso ilegal à precariedade para responder a necessidades permanentes do IPST”, acrescenta.

 

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23 Comments

  1. Func.concientes says:

    A situação que se vive no IPST é um verdadeiro cenário de terror. A pressão psicológica que é posto aos funcionários não tem adjectivos adequados para a qualificar. A responsável pelas colheitas Drª Alcidia promove a discórdia e a agressividade entre aqueles com quem trabalha directamente. Já existem agressões, na passada 6ª feira dia 8 de Março a Assistente Social Drª Ana Marques e a Administrativa Marina já chegaram a vias de facto. Este facto foi solucionado oportunamente pela Segurança do IPST. o Directos do IPST Dr. Mário Chin aplaude passívelmente, vai ao encontro dos objectivos do seu plano. Falaremos brevemente da Drª Cristina Caeiro e dos projectos … o dos plasmas …. a da saída do processo analítico para o Porto … a preparação da instituição para ser rentabilizado há base do outsorcings.

  2. Ventura Dias says:

    É de ficar parvo com as situações descritas. Admira-me que os funcionários não reagam, estão a aguardar o quê?

  3. Func.Conscientes says:

    Os Funcionários Conscientes têm denúnciado várias situações gritantes. Mas uma: como consequência da má gestão e planeamento de Brigadas, …. o último grito … é de integrarem uma funcionária com a categoria de Farmacêutica nas equipas de Brigadas a efectuar TRIAGEM DE DOADORES. ISTO QUER DIZER QUE A DRª ANA PAULA FARMACÊUTICA FAZ CONSULTAS MÉDICAS NAS BIRGADAS … Porquê? Porque não tem funções atribuídas .

  4. Os funcionários não reagem???? Não podem…quem é consciente, trabalhador, honesto, quem veste a camisola pelo IPST, se falar, é interpretado como faltar ao respeito ao seu superior, se denunciar algo é humilhado, é encostado sem funções definidas e mais não digo.

  5. Ventura Dias says:

    Desculpem Senhores Funcionários do IPST têm que reagir é a consciência de cada um de vós que está em causa, a vossa honestidade de funcionários públicos e o amor há camisola, a denúncia fundamentada é protegida por lei a humilhação parte de quem? dos vossos dirigentes? É PRECISO DIZER MAIS SÃO DINHIEROS PÚBLICOS QUE ESTÃO EM CAUSA. O DINHEIRO DE TODOS NÓS OS NOSSOS IMPOSTOS. E os doentes estão em causa e dadores benévolos se sangue e medula. É VERGONHOSO INFAME OS VOSSOS DIRECTORES. SUPERIORMENTE NADA ? !
    TEMOS QUE COMEÇAR A ACTUAR COM UMA NOVA MENTALIDADE E POSTÚRA. É o meu sincero apelo. Da minha parte divulgarei e colaborarei vou estar atento

  6. Ex TT Roxo says:

    já trabalhei no Centro de Coimbra e aquilo é uma anarquia. Esta nova direcção é insensível aos problemas dos trabalhadores, faz chatagem para conseguir os seus fins. ao fazes isto ao então …..
    sofri na pele directamente, fazia brigadas até ás 23h no posto fixo da Feira e no dia seguinte ás 6h da manhã ia para a Covilhã, chegava de uma brigada ás 18h e entrava ás 22h para fazer o período noturno até ás 8h da manhã, as folgas coincidem com os períodos noturnos. O Sr. Silva responsável pelos auxiliares e motoristas humilha as pessoas, algumas famílias foram vítimas. É uma pandilha bem montada.

  7. Abílio Monteiro says:

    Sou dador de sangue há 18 anos. é vergonhoso esta situação vou começar a dar sangue no hospital. aí eu tenho a certeza que o sangue vai directamente para quem precisa.

  8. Carlos Rodrigues says:

    Eu sou dador em Coimbra e em Dezembro fui para dar sangue ao domingo como sempre fui porque é o dia em que me dá mais jeito como estava fechado voltei lá na segunda feira e não sei o porquê mas estive mais tempo á espera de fazer a inscrição do que ser atendido pela Drª e fazer a minha dádiva, não havia ninguém para atender .

  9. Func.concientes says:

    A Drª Alcidea Pinheiro é responsável pela Aferese desde sempre, a sua capacidade de gestão e de organização está petente no trabalho realizado. o número de colheitas de Aferese traduzem-se numa média de 30 (trinta) por ano. qualquer aumento do número de colheitas significa um aumento de percentagem logo e prontamente gratificado pela Direcção. 3 colheitas a mais equivale a um aumento de 10% de produção … EXCELENTE. contudo em o Centro de Lisboa faz uma média de 30 colheitas/dia …. palavras para quê!!!???
    Esta Senhora Drº oriunda do Hospital da Figueira da Foz foi corrida por ter vários processos disciplinares ….. Agora tem como responsabilidades acrescidas como responsável da colheita de sangue …. É claro que o nº de colheitas decresceu. Fica claro porque foi nomeada para esse cargo, o de Responsável das Colheitas. É ÚTIL PARA A ESTRATRÉGIA DO DRº MÁRIO CHIN da DRª CRISTINA CAEIRO que são as marionetas do DRº ÁLVARO BELEZA. É de referir e agradeçer o apoio do Sr. Ventura Dias …. assim com alguém a ouvir … TEREMOS FORÇA PARA REPOR A VERDADE … E CORAGEM DE DENUNCIAR OS NEGÓCIOS QUE ESTÃO PLANEADOS.

  10. Ex escravo do IPST says:

    Pessoal contrato ou temporário é uma coisa, agora o pessoal do quadro não pode ter medo, denunciem tudo o que se está a passar aí dentro, todas as ameaças, todas as mentiras que foram ditas sucessivamente aos funcionários do IPST de Coimbra, unam-se e lutem pelo vosso trabalho, pelos vossos direitos e pela vossa dignidade!

  11. Private H. says:

    Estou a ver que adoptaram as politicas de trabalho precário e sem quaisquer direitos das Corporações da Saúde Privada a operar Portugal tal como acontece por exemplo na Sanfil entre outras…

    Muito provavelmente esta instituição pelo modo como está a ser gerida e tutelada, será em breve comprada por algum tubarão do ramo da saúde. É só +1 privatização para a colecção.

  12. Como responsável por uma associação de dadores de sangue, em consciência, entendo que não devo contribuir com declarações sobre estes acontecimentos, para evitar complicar mais as situações.
    Disse por diversas que, a associação a que presido foi e continua a ser prejudicada por força de decisões tomadas de forma pouco sérias, quiçá até irreflectidas, com o objectivo de agradar a outras com a mesma missão.
    Não existe melhor testemunha do que deixar que o tempo passe, na medida em que a verdade será sempre revelada, disso não tenho a melhor dúvida. Para muitos, devo ter exagerado, para alguns estava próximo da verdade dos factos, para meia dúzia deles estava dentro da razão.
    Fui em muito prejudicado, em prol de outrém que nada fez a favor dos dadores e, essas investidas continuam. Melhor seria que não tivesse tido conhecimento delas, contudo, os resultados entraram pelos olhos adentro, sendo indesmentíveis. Ainda me pediam para trabalhar mais as brigadas no terreno. BURRO fui eu.

  13. Ex Técnico Alfa says:

    Desculpem identificar-me assim mas tenho medo de ser mais prejudicado. A minha situação é igual a muito mas quero deixar aqui o meu testemunho. Trabalhei como técnico de análises no IPST em Coimbra, eu e os meus colegas da altura fomos sujeitos a pressões psicológicas e ameaçados de despedimentos. Sofremos chantagem da coordenadora Ana Pimentel da Drª Cristina Caeiro. fizemos tudo o que nos pediram, os plasmas, os turnos com horários que iam para lá do contratado sempre com a ameaça os fazem ou o contrato não era renovado, banco de horas em folhas de excel que a coordenadora usava como queria dispõe dos seus colaboradores com chantagem . Trabalhámos sem a certeza do contrato ser renovado. A coordenadora é um pau mandado da _Drª Cristina que só lhe interessa números para as estatísticas. Quando fomos para a rua foi prometido que iriamos ser reintegrados na empresa que vai contratada para produzir os plasmas. Julgo que é a Ortapharma. até agora nada. Este compromisso foi dado no gabinete do Drº Mário Chin com a presença da Drª Cristina e a Coordenadora dos Técnicos Ana Maria. Já lá vão uns meses ….. Até agora nada ….. Eu já arranjei algo para trabalhar mas existem colegas que ainda estão no desemprego. Fomos utilizados …. Talvez no futuro intervenha mais.

  14. Func.concientes says:

    Sr. Joaquim Carlos, a sua surpresa releva a ignorância do modo de funcionamento das associações, era melhor perguntar aos seus superiores o modo de financiamento dos movimentos associativos por parte do IPST. São largos de milhares de euros que entram nas contas bancárias das associções.

  15. Alcidea Pinheiro says:

    Eu fui injustamente mal tratada, com os comentários cumpro o meu trabalho, Não daquelas que chegam ao serviço picam o ponto e vão depois para o ginásio e para a piscina. Tenho família e sou portuguesa.

  16. Manuel Rodrigues says:

    Isto é um Big Brother no Centro de Sangue e Transplantação de Coimbra? Tenham vergonha, srs. funcionários e ex-funcionários, se têm problemas, devem de resolvê-los em casa, esta lavagem de roupa suja é degradante, para uma Instituição que tem mais de 50 anos, mas sobretudo para a dádiva de sangue. Os dadores de sangue são pessoas generosas e solidárias e não merecem isto. Mais trabalho e menos conversa fiada (ajustes pessoais e mesquinhos),

  17. Há que tomar medidas!
    Falamos de uma instituição pública, logo, de todos nós.
    Falamos de uma instituição criada para servir e não para se servir.
    Falamos de uma instituição que apenas pela sua Missão se deveria fazer respeitar, respeitando.
    Pelo que se depreende através da leitura de vários testemunhos, aqui e nas redes sociais, de "público" propriamente dito o IPST deve deter apenas o capital e a sua génese.
    Compreende-se que a sua existência dependa exclusivamente da boa vontade dos dadores, que os milhões que gera em receita tenham origem nestes e na sua boa vontade, no seu espírito altruísta? Compreende-se, claro.
    "Dê sangue, ajude a salvar vidas…" Perante um slogan desta natureza, quem não contribui?
    Cada dádiva significa um encaixe financeiro para o IPST na ordem, salvo erro, da centena e meia de euros… Façam-se contas e apurem-se os milhões amealhados com a boa vontade de quem quer salvar vidas, ajudar o próximo. Esta é uma parte da questão que, a meu ver, nem sequer é problemática. O IPST tem motivos para estar BEM financeiramente. Então se o problema não é financeiro, antes pelo contrário, compreende-se que o recurso às empresas de trabalho temporário não seja problemático. Parece-me bem pacífico, recomendado e apoiado pelas cúpulas superiores que insistem em não formar mão de obra especializada, recorrendo, neste caso, não à boa-vontade mas sim à necessidade de quem por infortúnio da vida se inscreve nestas empresas à procura de recuperar a sua dignidade no campo profissional (leia-se desempregados). Até aqui tudo bem. Empregar desempregados. Ok.
    Mas devemos atentar no seguinte: as empresas de trabalho temporário que se obrigam a obedecer a uma série de condições para existir são geridas (por existirem, compreenda-se) por grupos multinacionais cotados na Bolsa de Valores de Lisboa. Procurem saber de onde provém o capital maioritário das mesmas. Por quem são geridas e quem as contrata. Principalmente quem as contrata…

  18. Os interesses económicos são diversos. O IPST não cria vínculos laborais com os trabalhadores temporários que por sucessivas renovações mensais dos seus contratos de trabalho, com medo e pressão constante, com promessas vãs e mentiras dos superiores dirigentes da instituição, se empenham na esperança de ocupar um lugar no IPST. Mal pagos, talvez remunerados a metade do valor liquidado àquelas empresas, num instante , sim, num instante, porque os natais passam sem esperança e sem futuro, são dispensados com um telefonema a prescindir dos seus préstimos. Recorde-se que a sua dispensa tem que ocorrer obrigatoriamente, sob pena de passarem a integrar o quadro do empregador… Posto isto, o processo repete-se.
    É pena que não haja coragem para levar a cabo uma investigação profunda sobre a realidade, que não exista uma “Grande Reportagem” à moda antiga, pelo menos para que se compreendam os meandros da coisa. Processos “Casa Pia”, “Freeport” e “Compra de Submarinos” são exemplos do que se dispensa, são exemplos daquilo em que o povo português já não acredita.
    Enfim… há tanto que explorar neste campo. O "furo" jornalístico já não existe???
    Voltemos ao cerne da questão propriamente dito. A dispensa, o despedimento de funcionários, a repentina diminuição de colheitas, o apelo publicitário (pago) em anúncios de TV, as entrevistas (oportunas) aos senhores dirigentes do IPST em que se apela à dádiva, em que se fala da diminuição e na necessidade de restabelecer “stocks”. Pede-se o quê???? Milhões de euros em sangue, ou estarei enganado? Está a faltar o (dinheiro) sangue fácil…
    Já vimos este filme noutras ocasiões. Será esta uma campanha engendrada para o encerramento do IPST? Estará já algum grupo económico nacional ou internacional de olhos colocados nesta presa fácil? Tudo é possível.
    O que irá ser das centenas de empresas de trabalho temporário? (smile, à moda facebook: 🙂 ) Sim, das empresas de trabalho temporário! Não se escandalizem com a questão. Estas, sentindo-se lesadas, irão sugar o sangue noutro lado, noutros institutos.
    Mas isto são conjecturas, nada mais.

  19. Agora, presentemente e reportando-nos a um passado muito recente, estaremos nós portugueses, estará a opinião pública interessada em saber o que é feito dos funcionários do IPST, das pessoas que ao longo dos anos têm passado pelo IPST?
    Debrucem-se no caso do IPST de Coimbra. Edifício novo (verbas QREN), equipamento “xpto”… a fechar????? Porquê???? Funcionários em rota de colisão uns com os outros. Direcção passiva. Falta de pessoal para as brigadas. Pessoal não qualificado a servir de Médico? Um verdadeiro caos.
    A realidade é muito mais do que isto.
    A realidade conheço-a na terceira pessoa, relatada por amigos, por quem conhece a máquina de Coimbra.
    As palavras fluíram, o texto alongou-se. Espero que sirva de mote para muitos textos legítimos na comunicação social escrita, que estimule o espírito jornalístico e que desperte consciências adormecidas de quem pode, no mínimo, tentar saber o que se passa.
    “A colheita de sangue diminuiu porque houve um aumento da Emigração…” contaram-me que alguém assim o justificou. Fico a pensar… Existirá já um “Instituto de Sangue” a preparar-se no estrangeiro para colher o sangue do emigrante português? Quem sabe, até, se não virá colher o pouco que resta dos que ficam…

  20. Ventura Dias says:

    Pelo que analiso a confusão é total vai em todos os sectores …. Incrível. E os Directores, Presidentes e essa panóplia de chefes e chefitos não dizem nada.

  21. Manuel Rodrigues says:

    Parabéns!

  22. pitonisa says:

    Afinal o nosso DR MARIO, anda muito distraído com o que passo na sua are de influencia no CRSTCoimbra, porque reuniram associações de dadores, conjuntamente com elementos do IPST de Lisbon, e o dito cujo, não foi visto nem achado, será que está preocupado com mais algum congresso de que ?… turismo sexual….de vaidade … de encontros… até hoje não trouxe nada de útil, ao PROGRAMA ELEMENTAR ,QUE É DÁDIVA DE SANGUE… desde que se ausenta, sabe-se la para onde,……….Trabalhadores abram a PESTANA……o esvaziamento do IPST, cada vez se esta a desmoronar, e o transporte de Sangue para tratamento em que condições se estava a fazer, que empresa É, tem certificação, a TROIKA IPST, esta em bom caminho com as novas eleições, vão gramar com o tal cromo que esconde atrás do Seguro como Ministro da Saúde, Dr Ana Rato mantenha-se alerta. SEJAM CELERES E TRANSPARENTES A BEM DAS PESSOAS QUE PRECISAM DO PRECIOSO LIQUIDO E NÃO DOS QUIMICOS A SUBSTITUIR SANGUE SÓ HA UM O NOSSO .RED. TK. V em Brv.

  23. Já lá trabalhei says:

    O IPST de Coimbra é uma empresa familiar…o enfermeiro, a mulher do enfermeiro, a irmã da mulher do enfermeiro, a amiga da mulher do enfermeiro.

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