Órgão do Mosteiro do Lorvão volta a tocar na primavera

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ORGAO DO LORVÃO

O órgão de tubos vai volta a tocar no Mosteiro do Lorvão. Se tudo correr como o previsto pela direção regional da Cultura do Centro, o primeiro (de muitos concertos) irá acontecer na primavera. Uma boa nova que o presidente da autarquia recebeu com satisfação e que desta forma, vem pôr um ponto final num processo que se arrasta desde os anos 90, quando o órgão foi entregue a um organeiro de Condeixa-a-Nova que mais tarde se transferiu para Ansião.

“Esta é uma luta de décadas que finalmente está perto do fim. O órgão do Mosteiro do Lorvão vai finalmente, ocupar o espaço que é seu de direito e que todos os penacovenses merecem”, disse Humberto Oliveira ao DIÁRIO AS BEIRAS, adiantando que o primeiro concerto está já previsto para a primavera. “Segundo informação da sr.ª diretora regional da Cultura, os trabalhos de recuperação estão quase concluídos, sendo o primeiro concerto da responsabilidade do organeiro pois está integrado no caderno de encargos”, reforçou.

Confrontado com o peso de um investimento elevado, o autarca reconhece que “se impunha concluir um processo demasiado longo em nome de um património que é do concelho e um dos mais importantes da história organística portuguesa, que irá contribuir para cativar turistas”.

Mais informações na edição impressa desta terça-feira, dia 18

9 Comments

  1. Dinarte Machado says:

    Acho muito bem que a vertente política se manifeste e se faça aparecer. Fizeram o que queriam, espero eu. Agora só fica a seguinte pergunta: É proibido, ou é um facto menor mencionar o nome de quem se esfrangalhou para recuperar este instrumento, aceitando as condições em que se encontrava? Continuamos a ser uns perfeitos pelintras! (continuamos entre aspas) porque eu não me faço inserir nesse grupo. Mas continuamos atentos a comentar seja o que for e de que parte venha, achando que somos os maiores e esquece-se afinal quem mais se esforça para conseguir objetivos neste mísero País da treta, onde as pessoas não valem nada?
    Eu sou o organeiro que decidiu aceitar este trabalho nas condições que se apresentavam. Eu sou o organeiro que recupero este instrumento devidamente duzentos e tal anos depois da sua construção. Eu sou o organeiro que esteve 12 anos a recuperar o conjunto dos seis órgãos históricos da Basílica do Palácio Nacional de Mafra. Eu sou o organeiro que já restaurou mais de setenta instrumentos em 27 anos de trabalho espalhado por todo o País. Eu sou o organeiro que trabalhando na investigação e divulgação, é co-autor na publicação dos dois únicos inventários completos sobre os órgãos históricos da Madeira e dos Açores. Eu sou o organeiro que sempre desde o inicio aos dois principais objetivos, são a defesa e divulgação dos órgãos históricos portugueses, e em paralelo as escolas que ensinam órgão. Perguntem quem construiu os órgãos que nelas existem e a que custos. Bem nunca mais terminava a lista do trabalho que me tenho empenhado neste País que agora que se prepara a inauguração do maior órgão histórico construído em Portugal, fala-se de tudo menos de quem tornou tudo isto possível e curiosamente, quem menos ganhou com todo este processo desde o início. Repito, desde o início! Lamentável pensar que este instrumento se recuperou por obra e graça do Espirito Santo, por acaso de quem ás vezes precisei. Pois hoje dia 20, ao ler este apontamento, desilude-me tanto que nem vou trabalhar no respetivo instrumento em Lorvão onde me encontro, semana após semana, ausentando-me da minha família para aqui estar, assim como os meus colaboradores. Tenho celebro que funciona e humanamente sinceramente hoje vou para Mafra e deixar isto aqui descansar. Se calhar ainda irão pensar os deuses ou os deuzes, que eu só e apenas vim terminar o trabalho de organeiro de Condeixa, que a Sra Jornalista fez questão de tanto referir. Mas isto faz sentido de continuar? Um processo que foi resolvido nas instâncias legais, creio eu e isto agora também tem a ver com o restauro de mais de dois anos que agora se conclui? É assim que querem contar comigo par desenvolver aqui uma semana cultural onde envolva o órgão para levantar esta terra que está simplesmente morta? Sabem uma coisa? Vão se catar! O mestre organeiro Dinarte Machado

    • Amilcar Leitão says:

      O Concurso para o restauro foi internacional. A empresa que o ganhou foi estranhamente uma empresa de restauro de Lisboa. Onde é que os jornalistas iam saber que era o Dinarte Machado ? Eu só o tive conhecimento por acaso e por ter achado estranho que uma empresa sem qualquer experiência de organaria tivesse concorrido e ganho. Esse facto preocupou-me de certo modo por não saber quem seria que iria tratar de um órgão histórico com a importância do do Lorvão.
      Nada disto teria acontecido se tivesse sido o Dinarte a concorrer com o nome e o prestígio da sua empresa….

  2. Manuel da Costa says:

    O comentário que aqui deveria ser feito, por exceder a capacidade de espaço neste lugar, foi enviado directamente à Chefe de Redacção deste Jornal, que tomará a decisão de o publicar ou ignorar. Trata-se de um artigo ou crónica, a respeito do envolvimento de "entidades e pessoas" relacionadas com os “Restauros” dos órgãos de tubos em Portugal, feitos após 1974.

  3. José Ferreira says:

    O órgão de tubos vai volta a tocar no Mosteiro do Lorvão!
    Qual o dia e hora do concerto ao público?
    É no próximo fim de semana…

  4. José Eduardo Correia says:

    É bom culturalmente que não só as obras físicas exteriores, como as interiores se recuperem como órgãos
    e outros valores artísticos e culturais.

  5. Manuel da Costa says:

    Creio que este Jornal, deve estar sob censura do Ministério ou Secretariado da Cultura, que impede qualquer crítica que possa ser menos agradável a esse Departamento. O comentário que estava para ser feito, e até enviado por e-mail à Redacção deste jornal, nunca foi publicado!
    Assim é a "Liberdade em Portugal".
    Sydney 1 de Maio de 2014

  6. Manuel da Costa says:

    O comentário a que acima me referi, e que nunca por este Jornal foi publicado, foi feito mais tarde na minha página do Facebook.
    No entanto poderá ainda ser visto por quem estiver interessado, no meu Blog “Escrever para Entreter”, com o título A “PROPÓSITO”, de 24 de Fevereiro e 23 de Março de 2014, continuando sem qualquer resposta ou comentário.

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