Dossiê DB: Repúblicas não podem ser exceção nos apoios da UC

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04 HELENA FREITAS LC (2)

Por que saíram as Repúblicas da “órbita” dos Serviços de Ação Social da Universidade de Coimbra?

O que acontece é que as Repúblicas eram uma espécie de apêndice dos SASUC e viviam como que penduradas num ou noutro apoio. Mas viviam tranquilas assim. De repente, surgiu a nova lei das rendas e as casas vieram ter connosco, pedindo que a Reitoria se pronunciasse com urgência para fazer pressão, nomeadamente junto da Assembleia da República e dos deputados. Aí, o senhor reitor acedeu e coube-me colaborar na elaboração de um parecer nesse sentido.

Foi uma questão pacífica, no seio da Reitoria?

Sim. Mas, desde o início, percebemos que os tempos são outros e que seria muito difícil manter as Repúblicas como exceção total. Por outro lado, numa altura em que a crise e as dificuldades económicas são transversais a toda a sociedade, também se torna um pouco difícil manter esta situação de exceção. Para mim, aliás, a questão da equidade no tratamento, perante todos os estudantes, é fundamental. Eu sei, todos sabemos, quantos estudantes têm de pagar rendas altíssimas, quantas famílias vivem com dificuldades para manter os filhos na universidade. Por isso, eu não consigo e não farei nunca nada que legitime essa exceção.

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