Opinião – Metro Mondego e participação cidadã

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FERREIRA DA SILVA DRFerreira da Silva

A actividade autárquica conduzida pelas forças políticas ( PS e PSD/ CDS) que se vêm revezando no poder nas últimas décadas tem sido opaca e hostil à participação dos cidadãos. Trata-se de uma visão ultrapassada que urge remover para que a cidade e o concelho se desenvolvam.

Sem transparência na gestão autárquica cria-se justificada desconfiança na motivação e seriedade das decisões. Sem democracia participativa afastam-se os cidadãos do processo de decisão e do sucesso das políticas que lhes dizem respeito.

É urgente mudar este estado de coisas.

E a luta pela concretização do Metro Mondego pode constituir um momento crucial para que, designadamente, a Câmara Municipal de Coimbra e o seu Presidente, encarem a participação dos cidadãos de modo completamente diferente.

Como todos sabemos, o processo do Metro Mondego foi conduzido até aqui de forma muito pouco transparente, sem a participação ativa dos cidadãos e, quantas vezes, mesmo contra eles.

O exemplo da desmobilização total da linha foi, seguramente, o ponto alto dessa marginalização dos cidadãos.

Agora que se abre uma nova janela para a concretização do projeto do MM é necessário que os poderes autárquicos contem com os cidadãos e com a sua mobilização.

São importantes, sem dúvida, as negociações institucionais. Mas se não houver uma intensa mobilização cidadã nada se alcançará e o insucesso voltará muito provavelmente a bater-nos à porta, quiçá de forma definitiva.

A colaboração recentemente estabelecida entre o Movimento Cívico Cidadãos Por Coimbra e o Movimento Cívico de Coimbra, Lousã, Góis e Miranda com vista a impulsionar a participação das populações na luta pela concretização do projeto é um exemplo estimulante.

Oxalá que o poder autárquico em Coimbra o compreenda e ajude a impulsionar.

3 Comments

  1. Luis Gomes says:

    Durante 3 anos viagei para Miranda do Corvo, já sem a linha de comboio. Com quase toda a gente constatei ke, o comboio antigo electrificado era o ideal. Mais agora ke temos uma auto-estrada até Lamas-Miranda. O Metro apenas seria um desperdício de dinheiro público, que acabou…..como disse o Guterres para ver passar as carruagens vazias…!
    Luis gomes

  2. Henrique Costa says:

    Caro Luis Gomes. Os grandes inimigos do Metro Mondego são as pessoas de Coimbra! Passos Coelho disse uma vez que os órgãos da cidade lhe tinham dito que o investimento no Metro Mondego não era prioritário… O seu comentário é de um profundo egoísmo, nem todos têm carro nem dinheiro para as portagens. Além do mais os transportes públicos têm benefícios ambientais e de ordenamento territorial, dispensando a construção de estradas e parques de estacionamento. Por fim gostaria que comparasse Coimbra com outras cidades do país. Por termos sempre esse espírito de "pobrezinho", essa falta de vontade de lutar pela cidade, vemos a cidade a ficar para trás, ser ultrapassada por cidades muito mais pequenas mas muito mais bairristas e reivindicativas e acima de tudo, vemos Coimbra ser esquecida pelo governo central. Por isso tudo, peço-lhe para guardar esse tipo de opiniões tão controversa para si e não tente sabotar o trabalho dos poucos que se esforçam para que esta cidade crie riqueza para todos!

  3. Caro Henrique Costa. Não lhe peço para guardar a sua opinião para si pois este é um espaço de opinião e comentário, por mais que lhe desagrade.
    Relativamente ao MM estou seguro que é mais uma obra megalómana para encher os bolsos a meia dúzia de indivíduos que se passeiam em SUV's BMW e têm salários muito generosos. É tudo à grande e depois para pagar é à Portuguesa, ou seja, o povo paga. O que me entristece é que, apesar da conjuntura em que vivemos e de todas as fraudes que se conhecem, a generalidade das pessoas continua a aparar o jogo desta gente que nos empobrece e nos levará à miséria.
    A linha da Lousã apenas precisava de ser electrificada e de serem criadas plataformas de embarque nas estações e apeadeiros. Quando ao metro em Coimbra é uma patetice brutalmente dispendiosa sem eficiência e com um resultado negativo em termos de custo/benefício.

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