Teatro Viriato é palco de mostra de dança

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D.R.

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O Teatro Viriato, de Viseu, vai ser, a partir desta quinta-feira (dia 14) e durante três dias, palco de uma mostra de dança que dá a conhecer as linguagens de cinco coreógrafos portugueses.

Depois do sucesso da primeira edição, em 2012, o Teatro Viriato volta agora a promover a mostra, intitulada “New Age, New Time”.

Pelo palco passarão os mais recentes trabalhos dos criadores Victor Hugo Pontes (“Zoo”), Peter Michael Dietz (“I don’t belong here… believe me…”), André Mesquita (“Salto”), Lander Patrick (“Noodles never break when boiled”) e Tânia Carvalho (“O reverso das palavras” e “Como é que eu vou fazer isto?”, este último em estreia absoluta.

O diretor do Teatro Viriato, Paulo Ribeiro, disse aos jornalistas que se trata de “um ciclo forte, com uma programação muito diversificada e linguagens de autor completamente únicas”.

“O que é muito interessante na coreografia portuguesa, seja ela de que geração for, da minha geração até à atual, é que foi sempre marcada por linguagens muito próprias”, realçou o também coreógrafo.

Na sua opinião, em Portugal não existe uma corrente, porque “cada coreógrafo tem a sua linguagem, que é completamente distinta” da dos colegas.

“Os coreógrafos portugueses têm realmente algo que só a eles pertence. E nesta mostra as expectativas são altíssimas, não só pela qualidade dos trabalhos e dos intérpretes, mas também pela maturidade e pela riqueza da linguagem”, frisou.

Com esta mostra, o Teatro Viriato pretende potenciar o encontro entre coreógrafos, intérpretes e público e possibilitar novas oportunidades de circulação dos espetáculos apresentados.

“O que eu acho que é interessante nestes minifestivais é que, num espaço de tempo muito reduzido, nós temos a possibilidade de ver imensa coisa”, sublinhou Paulo Ribeiro.

Segundo o coreógrafo, os programadores nacionais e internacionais vão poder “partilhar ideias, discutir conceitos e programação”, construindo-se assim várias “pontes”.

“Este não é um momento regional, mas completamente internacional e nacional. Não só pela qualidade dos trabalhos que é completamente cosmopolita e tem uma projeção fortíssima para qualquer lugar do mundo, como também pelo convívio que se vai estabelecendo entre as pessoas”, considerou.

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